terça-feira, 30 de novembro de 2010

Cinema - Harry Potter e as relíquias da morte (parte 1)

Harry Potter e as relíquias da morte - Parte 1 (Harry Potter and the deathly Hallows: part 1)
Ano: 2010
Gênero: Aventura
Direção: Andrew Ackland-Snow, Mark Bartholomew, Alastair Bullock, Christian Huband, Molly Hughes, Hattie Storey e Gary Tomkins
Roteiro: Steve Kloves, baseado em livro de J. K. Rowling
Elenco: Daniel Radclife, Emma Watson, Rupert Grint, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Alan Rickman, Bill Nighy, Jason Isaacs, Maggie Smith, John Hurt, David Thewlis, Timothy Spall, Imelda Staunton

Finalmente chegamos ao começo do fim... Depois de uma longa espera, pude conferir a primeira parte da adaptação do último livro da saga do bruxinho mais famoso do mundo e sua turma. A princípio, achei que a idéia de dividir o filme em duas partes fosse apenas uma jogada para se ganhar ainda mais dinheiro com Harry Potter (e sei que também foi isso), mas depois de assistir ao longa, vi que fez sentido. Isso porque o filme foi bastante rico em detalhes, e seria praticamente impossível contar toda a história do sétimo livro em menos de três horas, do contrário, ou o filme ficaria muito demorado ou seria pobre na história...

Mas o que falar do filme? É muito bom. Muito bem feito e muito intenso. Não vou adentrar no mérito da história, pois os fãs da série já conhecem o enredo e não quero estragar as surpresas para os que não leram o livro mas viram os outros filmes.

Algumas mudanças foram feitas em relação à obra escrita, mas isso não diminuiu em nada a história, pelo contrário, tais mudanças tornaram o filme mais dinâmico e mais agradável de se ver. A história, definitivamente, soube ser contada.

Como eu disse antes, o que mais chamou minha atenção foi a riqueza de detalhes do longa. Eu me senti dentro das páginas da obra de J. K. Rowling, o que não ocorreu em outros filmes que, a meu ver, deixaram a desejar um pouco nesse quesito. Tenho certeza que os fãs ao redor do mundo estão muito satisfeitos com essa adaptação, repleta de aventura, ação, tensão, romance e, como não poderia deixar de ser, amizade e lealdade...

O final do filme foi lindo, comovente, com a morte de um dos meus personagens não-bruxos favoritos... E que venha a segunda parte, com o adeus definitivo!!!

Retrospectiva literária 2010


Mais uma idéia que eu adorei e que decidi participar... Todos os participantes deverão publicar suas respostas no dia 03 de janeiro de 2011, em uma lista com os seguintes livros:

  • O livro infanto-juvenil que mais gostei:
  • A aventura que me tirou o fôlego:
  • O terror que me deixou sem dormir:
  • O suspense mais eletrizante:
  • O romance que me fez suspirar:
  • A saga que me conquistou:
  • O clássico que me marcou:
  • O livro que me fez refletir:
  • O livro que me fez rir:
  • O livro que me fez chorar:
  • O melhor livro de fantasia:
  • O livro que me decepcionou:
  • O(a) personagem do ano:
  • O(a) autor(a) revelação:
  • O melhor livro nacional:
  • O melhor livro que li em 2010:
A idéia surgiu do blog Pensamento Tangencial. Quer participar? Basta deixar um comentário por lá e começar a pensar na sua retrospectiva literária...

O Meme literário de um mês - Dia 30

Dia 30 - Qual(is) livro(s) você está lendo agora?

O meme literário chegou ao fim... foi uma experiência muito gratificante e adorei ter participado. Bem, mas vamos deixar de choradeira, porque certamente outros virão no futuro e responder à pergunta de hoje:

Estou lendo quatro livros atualmente. São eles:

- Sapatólatras anônimas, de Beth Harbison;
- A casa do penhasco, de Agatha Christie;
- Se houver amanhã, de Sidney Sheldon; e
- A filha da floresta, de Juliet Marillier.

Eu sei que são muitos livros para se ler ao mesmo tempo, mas eu sou assim mesmo...

Obrigada a todos que passaram por aqui ao longo desse mês, que deixaram seus recadinhos, que trocaram experiências, que participaram do meme. Um obrigada especial à Tábata, por ter criado o meme.

E continuem visitando o blog!!!

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 29

Dia 29 - Um escritor que você adora e um que você detesta


Adoro:






Eu já devo ter comentado aqui antes que um dos meus escritores favoritos é John Grisham. Leio os livros do autor desde a adolescência, adoro a narrativa dele, adoro os temas dos livros dele. O autor tem um estilo próprio e inconfundível e faz parte da minha vida... Aliás, acabei de ler um livro dele, O inocente. Em breve, comentários.

Detesto:




Sei que o autor sofre muito preconceito, que várias e várias pessoas dizem que não gostam dele mesmo não conhecendo sua obra. Eu li, já faz algum tempo, O diário de um mago e simplesmente detestei. Some-se a isso algumas das declarações que ele já deu por aí, e o resultado é que eu não gosto dele e pronto.

Fotos da semana - Fim de semana em João Pessoa

Para quem nunca foi muito fã de praia, eu tenho ido bastante ultimamente... Na verdade, não é que eu não goste de praia, eu apenas não gosto de sol (sou branca demais e fico toda vermelha, ardendo, e não bronzeada) e de tomar banho de mar (porque eu não consigo ver onde estou pisando - mais uma das minhas várias neuroses). Mas, tirando esses dois "pequenos detalhes", eu adoro praia... hehehe

Bem, a visita desse fim de semana foi à Praia dos Coqueirinhos, na Paraíba... Algumas fotos do belíssimo visual...









domingo, 28 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 28

Dia 28 - Um livro que você gostaria de ter lido mas por algum motivo nunca leu



Não há um motivo específico para eu nunca ter lido o livro, apesar de querer bastante. Só a velha desculpa da falta de tempo... Ah, e tem outra desculpa que é muito boa também... São tantos os livros que eu quero ler, que sempre acabo pegando outro e deixando esse para depois. O que não significa que eu não irei lê-lo... porque eu irei, em algum momento...

sábado, 27 de novembro de 2010

A agenda


Hoje ganhei de presente de uma amiga uma agenda para o ano que vem. Do jeitinho que eu gosto, com a capa rosa, pequenininha, cabe em qualquer bolsa (bem, pelo menos em qualquer bolsa para onde se vale a pena sair com uma agenda).

Como a maioria das pessoas, eu tenho o hábito de parar de fazer anotações em agendas no máximo no mês de abril... aí quando chega em agosto, setembro, as coisas começam a tumultuar, e eu sinto falta da danada, mas a essa altura eu nem sei mais onde ela foi parar...

Mas olhar para uma agenda em branco, novinha, de um ano que está para começar é uma coisa que de alguma forma mexe um pouco comigo... Fico olhando para aquelas páginas em branco, imaginando quais surpresas, quais alegrias, quais decepções aqueles dias que ainda estão por vir me trarão...

Essa agenda em particular foi presente de uma amiga muito especial, por isso vou tentar tratá-la de forma um pouco diferente das demais, esperando que possa registrar nela momentos de muita felicidade...

O Meme literário de um mês - Dia 27

Dia 27 - Se um livro tem _____, você sempre lê

Mais uma vez vou dar duas respostas ao invés de apenas uma. A primeira delas é SERIAL KILLERS. Adoro livros que envolvam assassinos em série, investigações, detetives... Vou citar alguns livros recentes sobre serial killers que li:

- O colecionador de ossos, de Jeffery Deaver;
- Criança 44, de Tom Rob Smith;
- Dexter - a mão esquerda de Deus;
- Querido e devotado Dexter;
- Dexter no escuro, todos de Jeff Lindsay.

Todos muito bons e que eu definitivamente recomendo.

Entretanto, enquanto pensava no post para o dia de hoje do meme, eu não conseguia tirar outra palavrinha da minha cabeça, JÚRI, que também é um grande "chama" para eu ler um livro, daí a razão pela qual adoro o escritor Joh Grisham. Sou fascinada pelo direito americano, que em pouco se assemelha ao nosso. Então, basta saber que um livro tem um julgamento, eu já fico me coçando toda para ler... Depoimentos, provas, deliberações, testemunhas... tudo isso me fascina. Inclusive, acabei de ler dois livros que tinham julgamentos:

- Jovens esposas, de Olivia Goldsmith;
- O inocente, de John Grisham.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Ir ou não ir... eis a questão



Há uns dois meses atrás, eu e três amigas começamos a planejar uma viagem... o destino escolhido foi o Rio de Janeiro. A época escolhida, foi no período do Carnatal (carnaval fora de época aqui de Natal), uma festa que nenhuma das quatro gosta... Como meus pais moram no Rio e eu visito constantemente a cidade, não me empolguei muito a princípio, mas depois percebi que seria uma viagem diferente das que eu costumo fazer para a cidade. Geralmente, faço mais programas familiares, mas dessa vez, eu iria para passear, para turistar, para revisitar os pontos turísticos da cidade (coisa que não faço desde que era criança)... Enfim, acabei me animando bastante...

Passagens marcadas, mala sendo arrumada... No entanto, os recentes eventos do Rio de Janeiro estão me fazendo ter dúvidas com relação a ir ou não ir... Como eu disse, eu vou ao Rio pelo menos duas ou três vezes por ano. E eu geralmente não me sinto insegura lá. É claro que tomo certos cuidados contra assaltos, mas às vezes não há muito a ser feito... É uma questão de sorte e de rezar...

Mas dessa vez eu estou realmente insegura. Não vou adentrar no mérito da questão: violência, bandidos, polícia, políticos... pois os fatos estão estampados em todos os meios de mídia e a realidade é conhecida por todos... Vou apenas externar minha indignação e minha preocupação com a cidade e com os meus parentes que lá residem e torcer por uma ação efetiva das autoridades para que a situação melhore até a semana que vem... do contrário, eu não sei se valerá a pena ir para lá...

O Meme literário de um mês - dia 26

Dia 26 - Um livro que você gostaria de ter escrito






Bem, aqui, mais uma vez, eu escolhi dois livros, e não apenas um. Mas, por razões bem diferentes... Levando em consideração o aspecto da grandiosidade da obra, eu gostaria de ter escrito O conde de Monte Cristo. Como eu já disse antes, essa obra exerce um grande fascínio sobre mim... Aliás, tenho até que relê-la qualquer dia desses...




Mas, se eu for levar em consideração o aspecto financeiro... nesse caso, eu definitivamente gostaria de ter escrito Harry Potter... Pois não há dúvidas de  que o bruxinho e sua turma transformaram J. K. Rowling em uma bilionária... hehehe

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 25

Dia 25 - 5 livros que estão na tua pilha de "vou ler"

Bem, pra responder ao item de hoje do meme eu recorri aos livros que estão selecionados como "vou ler" na minha estante do Skoob. Só que eu mantenho essa lista bem pequena... Entre os livros que estou lendo e os que vou ler, mantenho sempre um número de 15, e vou acrescentando novos a medida que vou terminando as leituras. Ah, e também costumo ler na ordem em que eu vou colocando os livros lá... eu e minhas neuroses... hehehe

Então vamos aos cinco:






Sapatólatras anônimas, de Beth Harbison, é um dos livros. Não conheço o trabalho da autora, mas estou precisando de uma leitura leve nos próximos dias... o livro tem uma 3,9 de avaliação no Skoob. Vamos ver o que a leitura reserva...


Continuando a minha meta de ler/reler todos os livros de Agahta Christie, a minha próxima leitura da autora é A casa do penhasco. Esse eu nunca li, será inédito. A avaliação do livro no Skoob também é 3,9. Vamos ver o que vem pela frente para Hercule Poirot...


Outra leitura na minha lista é A filha da floresta, de Juliet Marilier. Na verdade é uma trilogia, composta, além desse, por O filho das sombras e A filha da profecia. Pretendo ler a trilogia em sequência. Não conheço a autora, mas foi indicação da Luma Kimura, e não vejo a hora de começar logo, de tão bem que ela falou dos livros...


A fantástica fábrica de chocolate, de Roald Dahl faz parte da minha lista do Desafio Literário 2011, para o mês de janeiro. Um clássico da literatura infanto-juvenil, que pretendo saborear em breve...


E, para finalizar, As crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis, também para o Desafio Literário 2011. Coloquei aqui apenas o primeiro volume, mas na verdade vou ler todos. É que consegui emprestado, e os que consegui foram os livros separados, por isso cada um vai ser marcado individualmente, inclusive no Skoob (eu e minhas neuroses...). Mas eu considero um livro só... Confesso que já comecei a ler mas parei, nã porque não estivesse gostando, mas por total falta de tempo mesmo...

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Livros - Morte nas nuvens


Mais um clássico de Agatha Christie que li recentemente. E um bem do estilo dos livros dela que eu gosto. Isso porque o assassinato que Poirot terá que investigar se dá dentro de um avião (como o título do livro sugere), o que reduz drasticamente a quantidade de suspeitos. 

Assim como em outros livros da autora, o assassino acaba se relevando um dos suspeitos menos prováveis, alguém de quem jamais desconfiaríamos... E é esse elemento surpresa que faz com que os livros da autora se tornem únicos e extremamente interessantes de se ler.

É claro que em alguns esse elemento surpresa pode parecer um pouco exagerado e o final sair um pouco "forçado", como aconteceu, na minha opinião, em Morte nas nuvens. O final foi realmente inusitado, mas mesmo assim, foi uma leitura interessante, pois foi uma das poucas vezes em que eu vi Poirot um tanto confuso em uma investigação, ou pelo menos fingindo estar... hehehe

Confusão...

Texto antigo, mas que se aplica a algumas experiências por mim vividas nos últimos tempos... Para provar que nem sempre aprendemos com nossos erros, por mais que achemos que já aprendemos e que não vamos repeti-los...




Você nem imagina a confusão que provocou dentro de mim...chegou como quem não quer nada, com seu jeito mansinho, seu olhar penetrante, para tirar a minha paz. Trouxe para a minha vida momentos de felicidade e prazer e depois seguiu seu rumo, deixando para traz um turbilhão de sentimentos e emoções que eu não imaginava ser capaz de sentir...

Não consigo entender o que provocou tais sentimentos dentro de mim. O que a sua presença teve de tão especial a ponto de me fazer perder a sanidade, de agir movida apenas pelos meus impulsos, sem medir as consequências dos meus atos. Foi apenas o seu jeito que me cativou? Foi a emoção de romper alguns limites, de sair do convencional? Eu não sei...

O que eu sei é que você passou rapidamente pela minha vida, mas deixou a sua marca. Tomou a sua decisão, seguiu em frente, e me deixou aqui sem saber o que fazer com todos essas questões dentro de mim, querendo saber, principalmente, se valeu a pena...

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"We are strangers by day, lovers by night.
Knowing it´s so wrong, feeling so right."
(Part-time lover, Copeland)


O Meme literário de um mês - Dia 24

Dia 24 - Uma citação de livro que você gosta

Quando participei do Desafio 10 livros em 10 dia, citei uma frase que Jostein Gaarder, do livro O dia do curinga, que a essa altura todo mundo já sabe que é o meu favorito. A frase é a seguinte: "Pois maior que tudo é o amor. E o tempo nem de longe consegue apagá-lo com a mesma rapidez com que apaga as lembranças."

Hoje vou citar outra frase, de Saramago, extraída do livro A caverna (na verdade eu dei um jeitinho de citar as duas... hehehe)

"As palavras são apenas pedras postas a atravessar a corrente de um rio, se estão ali é para que possamos chegar à outra margem, a outra margem é que importa."

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Foto da semana - Sobrinhas



Essas são as minhas duas sobrinhas. Ambas, nas fotos estão com 9 meses. A diferença é que a da direita, de Beatriz (Bia), foi tirada em dezembro de 2006. Já a de Maria Luíza (Malu) é recente. Coloquei as duas juntinhas assim, para mostrar as semelhanças... É claro que são crianças diferentes, cada uma com sua beleza, mas além dos olhos azuis, as semelhanças também estão bastante presentes... só fica difícil escolher qual das duas é a mais fofa...

O Meme literário de um mês - Dia 23

Dia 23 - Uma personagem irritante






Essa também foi fácil... Bella é, sem dúvida, uma das personagens mais irritantes sobre a qual eu já li. E até difícil falar da personagem, ela é muito irritante. E em Lua nova, quando Edward sai de cena, ela definitivamente se supera... Isso sem falar de quando ela resolve deixar de ser virgem a todo custo... Muito irritante!!!! Só mesmo Edward e todo o seu cavalheirismo para aturá-la... Ah, e tem também Jacob também. Não sei o que eles "viram" nela...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 22

Dia 22 - Casal literário favorito



Ela é a minha personagem favorita... Ele é o (ou pelo menos um dos) personagem que eu queria ter para chamar de meu... Então nada mais justo do que eles serem o meu casal literário favorito... Becky Bloom e Luke Brandon. Não vou ficar me repetindo aqui, mas eu definitivamente adoro esses dois!!!

domingo, 21 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 21

Dia 21 - Um livro guilty pleasure



Hoje mais uma vez serei um clichê ambulante, com uma resposta que tenho certeza que muita gente escolheu... A verdade é que eu relutei muito antes de me render à Saga Crepúsculo.Mas quando me rendi, li os 4 livros em aproximadamente 20 dias e me apaixonei completamente pela série... hehehe E olhem que eu nunca fui muito chegada a histórias de vampiros...

sábado, 20 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 20

Dia 20 - Um livro cujo final te surpreendeu

Ok, sei que essa minha mania de escolher dois livros ao invés de apenas um está ficando exagerada... Mas é que recentemente eu li dois livros cujos finais me surpreenderam. Ambos tratam de serial killers e ambos me surpreenderam, mas por diferentes razões, mas ambos positivamente. 


O primeiro deles foi O colecionador de ossos, de Jeffery Deaver. O final desse livro me surpreendeu por causa das reviravoltas ocorridas na trama. Quando eu achava que o caso estava finalmente solucionado e que o livro estava caminhando para o seu desfecho, veio a revelação que mudou tudo... E que revelação!!! De tirar o fôlego.



O segundo livro cujo final me surpreendeu foi Criança 44, de Tom Rob Smith. Mas esse foi por outra razão... Quando eu finalmente me dei conta do que estava para acontecer, eu fiquei pasma. Não foi um final inédito, me lembrou outros livros/filmes/seriados que eu já tinha visto (não quero revelar muita coisa para não estragar a leitura para quem ainda não leu), mas na hora a única coisa que eu consegui pensar foi "como é que eu não me toquei que era isso o que ia acontecer?!?!?". Então, nesse caso o final me surpreendeu porque me pegou totalmente de surpresa... 

Como eu disse, são dois livros sobre serial killers. E dois livros muito bons, diga-se de passagem. Fica a dica para todos aqueles que gostam do gênero, em especial para a querida Tábata, idealizadora deste meme, que eu sei que, assim como eu, adora um suspense e uma investigação...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Livros - Fragmentos


Esse não é o meu tipo de leitura corriqueira... Mas esse livro está aqui na minha estante há tanto tempo que resolvi dar uma chance a ele e lê-lo. Afinal, trata-se de um livrinho de bolso, com 8 histórias e um conto. Ah, vale salientar também que eu nunca tinha lido Caio Fernando de Abreu. Pelo menos não dessa forma, em uma coletânea de história e não conhecia nenhuma delas.

Mas tenho que confessar que não gostei muito. A leitura para mim, foi apenas razoável. Não gostei do estilo das histórias, das quais apenas uma me marcou: Além do ponto. As outras histórias simplesmente não me agradaram...

Enfim, acho que vou continuar com as minhas leituras habituais...

O Meme literário de um mês - Dia 19

Dia 19 - Um livro que mudou a sua cabeça sobre um determinado assunto


Infelizmente, eu não tenho uma resposta para o item de hoje do meme literário. Não uma resposta específica, pelo menos. Vejam bem, tirando os livros técnicos, relacionados ao Direito, os livros que eu costumo ler são sempre romances, ficção, aventura, suspense... Portanto, nenhum deles especificamente mudou a minha opinião sobre um determinado assunto.

Mas, ao mesmo tempo, todos eles, cada um à sua maneira, ajudaram a moldar, e não a mudar, a minha cabeça sobre a vida. Porque esse é, a meu ver, o grande objetivo de se ler um livro. Além do objetivo imediato, que é o prazer da leitura propriamente dito, existe o objetivo mediato, que é retirar daquela leitura algo de bom e de útil a ser aplicado em algum momento ou circunstância específica da vida. 

Por isso, a minha resposta de hoje é no sentido de que todos os livros que eu já li até hoje me ajudaram - alguns mais, outros menos - a entender melhor o ser humano e suas reações, o mundo em que vivemos, a compreender certos sentimentos, a dar valor à vida, às pequenas e grandes coisas que acontecem diariamente. Enfim, ajudaram a moldar quem eu sou.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 18

Dia 18 - Um início de livro que você gosta




"No dia seguinte ninguém morreu."

Uma única frase, até um tanto simples, mas que serve como ponto de partida para mais um livro incrível de Saramago. O fato de ninguém morrer, que em princípio poderia ser considerado uma coisa boa, é retratado de forma única nesse livro do autor, com todas as suas consequências políticas, religiosas, familiares, de saúde pública. Só mesmo Saramago para encarnar a própria morte e escrever uma história tão incrível...

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Fotos da semana - Feriadão em Pipa

Apenas algumas imagens para deixar todos morrendo de inveja do meu feriadão... heheh


Essa é ainda na estrada, na chegada de Pipa...


Essa é a Praia de Pipa propriamente dita, onde os agitos acontecem durante o dia, naquelas barraquinhas lá no canto esquerdo...


Essa é da Praia do Amor, que recebeu esse nome porque muitas pessoas gostam de ir namorar lá à noite...

Bem, por enquanto é isso... depois coloco mais fotos aqui do meu feriadão...

Cinema - Jogos mortais: o final

Jogos mortais - O final (Saw VII - The traps come alive)
Ano: 2010
Gênero: Terror
Direção: Kevin Greutert
Roteiro: Marcus Dustan e Patrick Melton
Elenco: Tobin Bell, Costas Mandylor, Cary Elwes, Betsy Russell, Sean Patrick Flanery, Gina Holden, Chad Donella, Laurence Anthony, Dean Armstrong, Naomi Snieckus, Anne Lee Greene, Rebecca Marshall, Sebastian Pigott, Gaby West, Chester Bennington.


Enfim chegamos ao fim... Mas o que falar do final da saga de Jigsaw? Foi o melhor dos filmes? Definitivamente não. Foi o pior? Também não. Foi o que melhor explorou o personagem Jigsaw? Também não. O filme, dentro da série, foi apenas mediano. Para mim, não trouxe nada de tão inovador... Mas mesmo assim, adorei e me diverti bastante assistindo.

Eu já me declarei aqui fã de Jogos Mortais e de filmes de terror. Estava muito ansiosa para ver o final de Jogos mortais. Mas fiquei com gostinho de quero mais. Achei o filme bastante previsível. Na primeira vez que Daggen apareceu contando a sua história, eu virei para o meu amigo que estava comigo no cinema e disse, "esse cara está mentindo"... Foi tudo meio óbvio. Achei o jogo de Daggen muito fraco, as provas não foram tão difíceis quanto de outros jogos dos capítulos anteriores...

Mas um ponto positivo deve ser destacado: a série amarrou todas as pontas soltas, não deixou nenhuma pergunta sem resposta. Isso, para mim, é muito importante, pois denota a coerência dos roteiros. Não acho que o fato de o filme ter sido exibido em 3D tenha feito muita diferença... Acho que, mais uma vez, foi uma forma de explorar mais o filme e ganhar mais dinheiro com o final da saga. Os efeitos são poucos e fracos, não justificando o 3D.

Mas, mesmo sendo um tanto óbvio e mais fraco do que alguns outros filmes, eu gostei. Mas me considero bastante suspeita para falar, afinal, como eu disse, adoro todos os filmes. Com relação ao final.. poderia ter sido melhor? Claro que sim. O jogo de Daggen poderia ter sido mais bem elaborado? Poderia sim. Foi uma total decepção? Não. Vai deixar saudades? É óbvio que sim!!! (Pelo menos para mim...)

O Meme literário de um mês - Dia 17

Dia 17 - Um personagem de livro que você gostaria de chamar de seu

Hoje, mais uma vez, vou escolher dois personagens, e não apenas um...




Ok, eu sei que serei um clichê ambulante... Mas não faz mal. Porque um dos personagens que eu queria ter para mim é Edward da saga Crepúsculo. Mas vejam bem, eu estou falando de Edward, e não de Robert Pattinson. Nada contra o ator, mas eu prefiro muito mais o personagem do livro. Um sujeito decente, educado, à moda antiga, carinhoso, preocupado com a mulher amada. Assim como a chatinha da Bella, eu também não iria me importar nem um pouco com o fato de ele ser um vampiro...




O outro personagem que eu queria ter para mim é Luke Brandon, da série Becky Bloom. Adoro o jeito meio arrogante dele,  assim como o fato de ele ser louco por Becky e capaz de grandes façanhas por ela. Mas, mais uma vez, prefiro o personagem dos livros do que o do filme. E, nesse caso, também não tenho nada contra o ator Hugh Dancy, mas o Luke que eu imagino ao ler as aventuras da minha consumista favorita é mais maduro, mais seguro de si...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Jamais



Eu, você... paquera
Eu, você... telefonema
Eu, você... espera
Eu, você... cinema
Eu, você... jogo
Eu, você... ilusão
Eu, você... fogo
Eu, você... tesão
Eu, você... indiferença
Eu, você... sinais
Eu, você... descrença
Eu, você... jamais

O Meme literário de um mês - Dia 16

Dia 16 - Um livro que você gostou e que virou filme


Hoje não vou escolher apenas um, mais dois livros que eu gostei bastante e que viraram filmes e que, coincidentemente ou não, reli há pouco tempo. Ambos são bastante famosos e suas histórias já foram amplamente divulgadas em todos os meios de mídia, por isso não vou me ater aos enredos, mas vou apenas dizer o que me levou a escolhê-los:





O primeiro livro é O caçador de pipas. E o que me levou a escolhê-lo foi o fato de que eu achei o filme extremamente fiel ao livro, conseguindo manter os conflitos interiores do protagonista e mantendo todos os elementos que fazem com que o livro seja uma leitura comovente e inesquecível.




O segundo livro que escolhi foi O diabo veste Prada e o motivo da escolha foi porque o livro, em determinados momentos, apesar de muito bom, perde um pouco o ritmo e as situações nele descritas chegam a ser absurdas. O filme conseguiu dar uma linguagem mais divertida a esses momentos, mantendo sempre o bom humor da história contada e tornando o filme uma obra mais dinâmica que o livro.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 15

Dia 15 - Um livro que te conforta




Nossa, lá vou eu falar novamente sobre O dia do curinga aqui no blog. Acho que já é bem a terceira ou quarta vez... Mas a verdade é que este é o meu livro favorito, o livro que mais marcou a minha vida. Não há como explicar essa relação. A história simplesmente mexe comigo de uma forma única... 

É o meu livro de cabeceira. E o melhor de tudo é que, não importa quantas vezes eu o leia, sempre sou capaz de extrair algo novo de cada leitura. O livro me conforta, me anima, me traz esperança...

O Meme literário de um mês - Dia 14

Dia 14 - Personagem de livro favorita



Essa foi muito fácil. Minha personagem de livro favorita é, sem dúvida, Becky Bloom, da série de livros de Sophie Kinsella. Sinceramente, eu não gostei da "personificação" de Becky para a telona. Nada contra a atriz Isla Fisher, que interpretou a personagem, mas ela não se parece em nada com a Becky do meu imaginário. Aliás, todo o filme é fraco, ruim e não chega nem aos pés dos livros. Por isso, eu prefiro a Becky dos livros...

Mas não tem como eu escolher outra personagem, uma vez que me identifico demais com a personagem... Sou chamada, inclusive, por algumas amigas, de Becky... hehehe

O Meme literário de um mês - Dia 13

Dia 13 - Um livro que você gostaria que virasse filme






Em primeiro lugar, gostaria de pedir desculpas pelo atraso nas postagens, mas é que fui passar o feriadão na praia de Pipa... Foram dias merecidos de descanso e curtição... Mas já estou de volta e vamos retomar o Meme...

Bem, eu li O código dos justos não faz muito tempo e achei o livro muito bom. O autor tem um estilo bastante parecido com o de Dan Brown, e o livro é cheio de aventura, suspense e várias reviravoltas... Acho que o enredo, se bem conduzido, dará um excelente filme...

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 12

Dia 12 - Um livro que te faz lembrar alguém



Não sei ao certo porque, mas esse livro me faz lembrar meu pai. Uma dessas coisas sem explicação, mas só sei que desde que eu vi o item do dia de hoje no meme, fiquei pensando em Moby Dick e no meu pai... talvez seja alguma lembrança da minha infância, mas não lembro exatamente qual. Sobre o livro, eu nunca li, mas tenho muita vontade. Está na lista dos livros que pretendo ler, só não sei quando, ainda...

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 11

Dia 11 - Seu tipo de livro favorito



A verdade é que eu não tenho um tipo de livro favorito. Suspense? Aventura? Chick-lit? Romance? Eu gosto de todos... Fica difícil escolher um só. A foto serve para mostrar bem isso, com algumas das minhas leituras recentes e livros que estão na lista dos que pretendo ler em breve. Vários fatores podem me levar a optar por ler um determinado livro: comentários que li a respeito, indicação de amigos, sinopse, orelha, autor, título, o fato de o livro estar "bem cotado" na mídia, até mesmo a capa (mas a capa menos - como eu já disse, não ligo muito). E aí, se o livro chamar minha atenção por algum motivo, pouco importa o gênero.

O que eu gosto mesmo é de ler...

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Filmes - Maratona Jogos Mortais


É claro que com a estréia no cinema do capítulo final da saga do malvado Jigsaw, eu não podia deixar de rever aquela que, na minha opinião, é a série de filmes de suspense mais inteligente de todos os tempos.

Só para constar, eu adoro filmes de suspense/terror. Adoro tanto o suspense psicológico, que tem bastante em jogos mortais, quanto a parte das "nojeiras" mesmo: corpos mutilados, braços sendo arrancados, pessoas partidas ao meio (não, povo, eu não sou louca, mas o pior é que gosto mesmo).

Vi os seis filmes em sequência, o que me permitiu ter uma visão completa e detalhada da obra: encaixar peças, fazer com que as tramas todas façam sentido, entender e relembrar pequenos detalhes... Muito bom!

Não vou falar de cada um dos filmes, para o post não ficar longo e repetitivo, vou apenas chamar atenção para algumas coisas. O filme que eu menos gostei foi o II; o filme que eu achei mais fraco foi o V (entenderam a diferença?); o filme que eu mais gostei foi o III e o melhor jogo foi o do VI.

Mas não adianta, a verdade é que eu adoro a série inteira. Como eu disse, os roteiros são de uma inteligência única, e mesmo os filmes que não são tão bons, são excelentes!!!

É, eu sei... às vezes nem eu mesma me entendo!!!

O Meme literário de um mês - Dia 10

Dia 10 - Um livro que você não terminou de ler


Esse livro, A conspiração franciscana, de John Sack, também já passou aqui pelo blog, no desafio 10 livros em 10 dias, como um livro que eu não recomendo.

Na verdade eu mal comecei a ler esse livro... Não aguentei passar das páginas iniciais. O motivo é muito simples: é muito chato!! A leitura se arrasta, o autor fala, fala e não diz nada... Não tenho muito o que dizer, achei chatíssimo!

Se alguém leu e gostou, por favor me diga, para ver se eu me arrisco a dar outra chance a ele. Porque, por enquanto, tá só fazendo volume aqui na minha estante...

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Música - Pra você guardei o amor (Nando Reis)



Pra você guardei o amor
(Nando Reis)


Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Pra você guardei o amor
Que sempre quis mostrar
O amor que vive em mim vem visitar
Sorrir, vem colorir solar
Vem esquentar
E permitir

Quem acolher o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Do piscar dos cílios
Que o convite do silêncio
Exibe em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que aprendi vendo em meus pais
O amor que tive e recebi
E hoje posso dar livre e feliz
Céu cheiro e ar na cor que o arco-íris
Risca ao levitar

Vou nascer de novo
Lápis, edifício, tevere, ponte
Desenhar no seu quadril
Meus lábios beijam signos feito sinos
Trilho a infância, terço o berço
Do seu lar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração bater forte e arder
No fogo o gelo vai queimar

Pra você guardei o amor
Que nunca soube dar
O amor que tive e vi sem me deixar
Sentir sem conseguir provar
Sem entregar
E repartir

Quem acolhe o que ele tem e traz
Quem entender o que ele diz
No giz do gesto o jeito pronto
Que o piscar dos cílios
Que o convite do silêncio exige
Em cada olhar

Guardei
Sem ter porque
Nem por razão
Ou coisa outra qualquer
Além de não saber como fazer
Pra ter um jeito meu de me mostrar

Achei
Vendo em você
E explicação
Nenhuma isso requer
Se o coração mais forte bater e arder
No fogo o gelo vai queimar

Livros - O diabo veste Prada


Na verdade, esta não foi uma leitura inédita para mim, mas uma releitura de um livro que eu adoro!!! Falem o que quiserem falar, mas eu simplesmente adoro chick-lit e não tenho vergonha de assumir! E O diabo veste Prada está entre as minhas obras favoritas dessa categoria.

Adoro a personagem Miranda e toda a sua arrogância. Já com relação a Andrea eu me divido um pouco. Às vezes tenho pena dela, por ter que se submeter a todas as coisas sem noção que a malvada a obriga a fazer, mas muitas vezes chego a ter raiva dela. Dá vontade de gritar para ela acordar... Mas quando ela decide reagir, simplesmente se agiganta e se abrilhanta de uma forma única.

Acho o namorado de Andrea meio bobinho e Christian um cafajeste sedutor impossível de resistir... rsrsrs. Eu não resistiria.

Mas enfim, é verdade que a narrativa perde um pouco o ritmo em algumas partes do livro, mas nada que comprometa o resultado final. Eu me acho suspeita para falar, mas eu realmente adoro o livro, a história.

Ah, e o filme? Melhor ainda do que o livro, na minha opinião. Divertidíssimo, com uma trilha sonora perfeita. Conseguiu captar bem a essência dos personagens criados por Lauren Weisberger. É o filme que eu coloco aqui em casa quando estou baixo astral e quero dar boas risadas, me animar... Minha parte favorita... quando ela joga o manuscrito de Harry Potter na mesa de Miranda e diz que aquele é apenas uma cópia, que os outros já estão com as gêmeas... um momento de triunfo diante das babaquices de uma chefe sem noção... Afinal, quem nunca teve um chefe que lhe desse nos nervos?

Foto da semana


A imagem de hoje não precisa de palavras para descrevê-la.. É apenas algo simples, singelo e de uma beleza única... Para acompanhar a imagem, deixo uma frase do seriado Desperate Housewives, lá do comecinho da série, do segundo episódio da primeira temporada: "Afinal, raro é o homem que entende o valor de uma única rosa perfeita".

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

O Meme literário de um mês - Dia 09

Dia 09 - A melhor cena que você já leu


Diferentemente do que ocorre com os filmes, eu não tenho uma cena (ou trecho) favorito de um livro. Existem sim, várias passagens que eu gosto, mas não tenho uma favorita. Por isso, assim que vi a lista com todos os dias do meme, imaginei que o dia de hoje seria um dos mais complicados para mim. Isso foi até começar a ler A sombra do vento. Ainda não terminei a leitura, mas me apaixonei pelo livro nas primeiras páginas.

Faço questão de transcrever um trecho da obra que eu achei incrível, apaixonante, e que tenho certeza que vai despertar a atenção e a curiosidade de todos os participantes do meme, como bons amantes de livros que somos. O trecho é um pouco longo, mas leiam, vale realmente a pena. Em negrito os meus trechos favoritos:

"O tal Isaac nos convidou a entrar com um leve assentimento. Uma penumbra azulada cobria tudo, insinuando apenas os traços de uma escadaria de mármore e uma galeria de afrescos repleta de figuras de anjos e criaturas fabulosas. Acompanhamos o vigia através daquele corredor palaciano e chegamos a uma grande sala circular, onde uma autêntica basílica de trevas jazia sob uma cúpula esfaqueada por focos de luz que desciam desde o alto. Um labirinto de corredores e estantes repletas de livros se seguia da base até a cúspide, desenhando uma colméia em cuja trama viam-se túneis, escadas, plataformas e pontes que deixavam adivinhar uma biblioteca gigantesca, de geometria impossível. Olhei para meu pai, boquiaberto. Ele me sorriu, piscando o olho.
- Daniel, bem-vindo ao Cemitério dos Livros Perdidos.
Salpicando os corredores e as plataformas da biblioteca se podia ver, perfiladas, uma dezena de figuras. Algumas delas se viravam para cumprimentar de longe, e reconheci o rosto de vários colegas do meu pai do grêmio dos livreiros de sebo. À luz de meus dez anos aqueles indivíduos pareciam uma conspiração de uma confraria secreta de alquimistas, com as costas viradas para o mundo. Meu pai ajoelhou-se ao meu lado e sustentando o olhar me disse, com essa voz delicada das promessas e confidências.
- Esse lugar é um mistério, Daniel, um santuário. Cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu, a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece. Faz já muitos anos que meu pai me trouxe aqui pela primeira vez, este lugar já era velho. Quase tão velho quanto a própria cidade. Ninguém sabe ao certo desde quando existe ou quem o criou. Conto a você o que me contou meu pai. Quando uma biblioteca desaparece, quando uma livraria fecha as suas portas, quando um livro se perde no esquecimento, nós, guardiãos, os que conhecemos este lugar, garantimos que ele venha para cá. Neste lugar, os livros dos quais já ninguém se lembra, os livros que se perderam no tempo, viverão para sempre, esperando chegar algum dia às mãos de um novo leitor, de um novo espírito. Na loja, nós os vedemos e compramos, mas na verdade os livros não têm dono. Cada livro que você vê aqui foi o melhor amigo de um homem. Agora só tem a nós, Daniel. Você acha que poderá guardar este segredo?
Meu olhar perdeu-se na imensidão daquele lugar, na sua luz encantada. Assenti, e meu pai sorriu.
- E sabe do melhor? - perguntou.
Neguei em silêncio.
- É hábito nosso, da primeira vez que alguém visita este lugar, que escolha um livro, aquele que preferir, e que o adote, garantindo assim que nunca desapareça, que se mantenha vivo para sempre. É uma promessa muito importante. Pela vida afora - explicou meu pai. - Hoje, é a sua vez.
Por quase meia hora perambulei pelos esconderijos daquele labirinto com cheiro de papel velho, pó e magia. Deixei que minha mão roçasse as avenidas de volumes expostos, numa tentativa de fazer a minha escolha. Percebi, entre os títulos pagados pelo tempo, palavras em línguas conhecidas e dezenas de outras que não podia reconhecer. Percorri corredores e galerias em espiral, repletos de milhares de volumes que pareciam saber mais a meu respeito do que eu sobre eles. Aos poucos, assaltou-me a idéia de que atrás da capa de cada um daqueles livros se abria um infinito universo por explorar e que, fora daquelas paredes, o mundo deixava que a vida passasse em tardes de futebol e em novelas de rádio, satisfeito em ver apenas até onde vai o seu umbigo e pouco mais. Talvez tenha sido esse pensamento, talvez o acaso ou seu parente elegante, o destino, mas naquele mesmo instante percebi que já tinha escolhido o livro que ia adotar. Ou talvez devesse dizer, o livro que me adotaria. Ele se destacava timidamente no canto de uma estante, encadernado numa capa cor de vinho e sussurrando seu título em letras douradas que brilhavam na luz vinda da cúpula no alto. Aproximei-me dele e acariciei as palavras com as pontas dos dedos, lendo em silêncio:

A sombra do vento
JULIÁN CARAX

Nunca tinha ouvido mencionar aquele título ou o seu autor, mas não liguei. Minha decisão estava tomada. De ambas as partes. Peguei o livro com muito cuidado e folheei-o, deixando que as suas páginas esvoaçassem ao vento. Liberado da sua cela na estante, o livro exalou uma nuvem de pó dourado. Satisfeito com a escolha, refiz meus passos no labirinto, levando meu livro debaixo do braço, com um sorriso impresso nos lábios. Talvez a atmosfera enfeitiçada daquele lugar se tivesse incorporado a mim, mas tive certeza de que aquele livro estivera me esperando ali anos a fio, provavelmente desde antes de eu nascer.

Naquela tarde, de volta ao apartamento da rua Santa Ana, refugiei-me no meu quarto e decidi ler as primeiras linhas do meu novo amigo. Antes de perceber, tinha mergulhado completamente no livro. O romance relatava a história de um homem em busca do seu verdadeiro pai, a que nunca chegara a conhecer e cuja existência só descobrira graças às últimas palavras que sua mãe pronunciara no leito de morte. A história daquela busca se transformava numa odisséia fantasmagórica onde o protagonista lutava para recuperar sua infância e juventude perdidas, e na qual aos poucos descobríamos a sombra de um amor maldito cuja memória haveria de persegui-lo até o fim de seus dias. À medida que avançava, a estrutura do relato fez-me lembrar daquelas bonecas russas que contêm em si mesmas inúmeras miniaturas. Passo a passo, a narrativa se estilhaçava em mil histórias, como se o relato penetrasse numa galeria de espelhos, e sua identidade produzisse dezenas de reflexos díspares e ao mesmo tempo um só. Os minutos e as horas transcorreram como numa alucinação. Horas mais tarde, aprisionado pelo relato, apenas percebi as badaladas da meia-noite repicando, ao longe, no sino da catedral. Enterrado na luz de cobre que projetava o abajur, penetrei num mundo de imagens e sensações que jamais havia conhecido. Personagens que pareciam tão reais quanto o ar que respiramos arrastavam-me por um túnel de aventura e mistério do qual eu não podia escapar. Página por página, deixei-me levar pelo sortilégio da história e seu mundo, até que o hálito do amanhecer acariciou a minha janela, e meus olhos cansados deslizaram pela última página. Estendi-me na penumbra azul da madrugada com o livro sobre o peito e escutei o som da cidade adormecida pingando sobre os telhados salpicados de púrupura. O sonho e a fadiga queriam me derrubar, mas eu resistia a entregar-me. Não queria perder o encantamento da história nem dizer ainda adeus aos seus personagens.

Certa ocasião, ouvi um cliente da livraria de meu pai comentar que poucas coisas marcam tanto um leitor como o primeiro livro quer realmente abre caminho ao seu coração. As primeiras imagens, o eco dessas palavras que pensamos ter deixado para trás, nos acompanham por toda a vida e esculpem um palácio em nossa memória ao qual mais cedo ou mais tarde - não importa os livros que leiamos, os mundos que descubramos, o quanto aprendamos ou nos esqueçamos - iremos retornar. Para mim, essas páginas enfeitiçadas serão sempre as que encontrei entre os corredores do Cemitério dos Livros Esquecidos."

Como eu disse, é um trecho longo, mas bastante marcante, sobretudo pela capacidade do autor de descrever os cenários e de nos transpor exatamente à mesma situação em que o seu personagem se encontra ao ler o livro escolhido. Um mundo de imagens e sensações jamais conhecidos... Um túnel de aventura e mistério do qual é impossível escapar...

Ainda não terminei a leitura do livro, mas posso dizer que estou gostando bastante.