segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Livros - As crônicas de Nárnia (DL 2011)

Desafio literário 2011 - mês de janeiro - Livro 2



Eis que, aos 45 minutos do 2º tempo, chega o post do meu livro reserva do mês de janeiro do Desafio Literário. Sinceramente, eu achei que não fosse dar tempo. Eu acabei de ler o livro e corri para vir escrever a resenha, para poder publicar ainda dentro do mês de janeiro.

Mas também a correria tem uma razão de ser. Eu fui um pouco ousada e escolhi para o meu livro reserva As crônicas de Nárnia, de C. S. Lewis. Apesar de ter lido a coleção separada (eu peguei emprestado), considerei o livro como um todo para o desafio. Em outras palavras, eu poderia ter escolhido ler apenas o primeiro volume (O sobrinho do mago) ou algum outro, mas não... eu tinha que escolher ler os sete de uma vez. Mas tudo bem, a missão foi cumprida a tempo...


Bem, como eu acabei de dizer, o livro é composto por sete volumes. São Eles: O sobrinho do mago; O leão, a feiticeira e o guarda-roupa; O cavalo e seu menino; O príncipe Caspian; A viagem do Peregrino da Alvorada; A cadeira de prata e A última batalha. Surge, então, a grande dúvida: devo falar do livro como um todo ou fazer um post enorme e falar de cada volume separadamente? Vou tentar fazer um pouco dos dois...

Antes de mais nada, algumas coisas que todos devem saber sobre Nárnia: o país não fica no nosso mundo. A única forma de se chegar lá é por magia. O tempo lá não passa da mesma forma que passa aqui. Nárnia foi criada por Aslan, um leão. Ao longo dos tempos, algumas crianças de nosso mundo vão para Nárnia.

As primeiras crianças a irem para lá são Polly e Digory, que na verdade acompanham a criação do país por Aslan. Algum tempo depois, os 4 irmãos Pedro, Edmundo, Suzana e Lúcia também chegam ao país. Eles ajudam a salvar Nárnia das garras da feiticeira branca e do inverno que tomava conta das terras há 100 anos e são coroados reis e rainhas de Nárnia. Os irmãos ainda retornam ao país para mais uma aventura, quando Aslan informa a Pedro e Suzana que eles já estão muito velhos e que não mais retornarão. Lucia e Edmundo voltam para uma última aventura, levando o primo Eustáquio, que também acaba voltando mais uma vez, com sua amiga Jill.

O último livro é o mais incrível de todos. O final é verdadeiramente emocionante e traz uma mensagem linda. Fiquei muito encantada. O reencontro de todos foi fantástico e eu jamais teria imaginado um final assim para a saga.

Aliás, a leitura me impressionou bastante, como um todo, em vários aspectos. O primeiro deles é o mais óbvio: o mundo criado por C. S. Lewis é incrível, mágico, perfeito. Mas o livro é muito mais do que um simples conto de fadas, e vai muito mais além do que retratar a clássica batalha entre o bem e o mal. Isso porque o simbolismo está muito presente em toda a obra. Filosofia, religião, o sentido da vida e tantos outros temas são abordados de forma sutil, por meio de metáforas lindamente desenvolvidas.

Alguns livros me encantaram mais do que outros, mas como um todo é uma leitura mais do que recomendada, eu diria que essencial, para crianças de 8 a 80 anos... Considerando cada livro individualmente, eis as minhas notas:

O sobrinho do mago - 4
O leão, a feiticeira e o guarda-roupa - 5
O cavalo e seu menino - 3
O príncipe Caspian - 5
A viagem do Peregrino da Alvorada - 4
A cadeira de prata - 4
A última batalha - 5

Média - 4,3

Para terminar, uma frase do meu livro menos favorito, O cavalo e seu menino, mas uma das minhas favoritas de todo o livro

"Filho! Estou contanto a sua história, não a dela. A cada um só conto a história que lhe pertence" (frase dita por Aslan)

domingo, 30 de janeiro de 2011

Cinema - De pernas pro ar

De pernas pro ar
Ano: 2010
Gênero: Comédia
Direção: Roberto Santucci
Roteiro: Marcelo Saback e Paulo Cursino
Elenco: Ingrid Guimarães, Bruno Garcia, Maria Paula, Antônio Pedro, João Fernandes, Rodrigo Candelot, Flávia Alessandra, Denise Weinberg, Cristina Pereira, Marcos Pasquim.



Sabe aquele tipo de filme que é um festival de clichês, que o roteiro é medíocre, que imita descaradamente sequências de outros filmes, mas que mesmo assim tem o poder de divertir e de fazer rir? Pois é, De pernas pro ar é exatamente assim.

O filme conta a história de Alice, uma workaholic que acaba sendo demitida depois de mostrar uma caixa cheia de artigos de sex shop em uma reunião de brinquedos (ela recebeu a caixa da vizinha, por engano).Ao mesmo tempo, seu marido pede a ela um tempo e ela tem que recomeçar... E acaba recomeçando justamente se tornando sócia de sua vizinha no sex shop dela. E ela transforma a loja de um lugar "xexelento" em um conceito inovador de vendas.

O filme, como eu disse, é medíocre. As cenas de comédias são muitas vezes toscas, mas é divertido. A platéia do cinema parecia estar toda se divertindo horrores, tendo em vista a quantidade de risadas durante a exibição. Eu, na verdade, cheguei a ficar constrangida em algumas cenas, sentindo vergonha alheia.

Vejam bem, eu não sou puritana. Acho que não tem nada demais um filme falar sobre sexo, é algo que faz parte da vida. Mas o problema é a forma de se falar sobre sexo. Porque a linha entre o aceitável e o ridículo é muito tênue, e o filme consegue extrapolar essa linha na maioria das suas cenas como, por exemplo, na sequência que ela usa uma calcinha que vibra com música, totalmente copiada do filme A verdade nua e crua.

O elenco está apenas razoável. Ingrid Guimarães e Maria Paula fazem apenas aquilo que elas sabem fazer: o mesmo papel, principalmente Maria Paula. Bruno Garcia que, na minha opinião é um excelente ator, está apático, em um papel pequeno e sem carisma algum.

Mas, como eu disse, o filme consegue divertir e arrancou várias risadas da platéia, inclusive de mim também. Mas está longe de ser um bom filme...

sábado, 29 de janeiro de 2011

Livros - Comprometida

#1 do desafio 52 semanas, 52 livros


Eu li Comer rezar amar e achei muito bom. Achei muito interessante a história da autora, sua superação e como ela deu a volta por cima. Achei a leitura fascinante, empolgante e ao mesmo tempo instrutiva, sem se parecer com um livro de auto-ajuda. Por isso, quando vi que a autora havia lançado um outro livro, fiquei super curiosa para lê-lo. Durante meses paquerei com ele nas prateleiras das livrarias. Eis que finalmente decidi comprá-lo.

De cara, já adianto que a leitura não é tão fascinante quanto a do livro anterior. Há momentos, inclusive, em que é bastante chata. Quando ela começa a discorrer sobre casamentos em diversas partes do mundo e em diversos períodos da história, o livro perde toda a sua graça e ganha ares de tese de mestrado ou doutorado.

Mas há momentos muito bons, é verdade, se bem que são poucos. Achei algumas das dúvidas e receios da autora, como um todo, um tanto infantis. Acho que essas dúvidas e receios são comuns a jovens de vinte e poucos anos que vão se casar pela primeira vez e não em uma mulher experiente, vivida e viajada como a autora. É verdade que um divórcio complicado pode traumatizar a pessoa, mas daí a ficar com medo de encarar outro casamento só porque o primeiro não deu certo? Sei não... Como eu disse, me parece um tanto infantil.

Mas uma coisa me chama a atenção com relação a Elizabeth Gilbert. Ela não tem medo de desnudar sua alma, seus sentimentos e de se expor ao mundo. É claro que ela poderia ter contado a mesma história na forma de um romance, com personagens baseados nos reais, sob nomes falsos. Mas ela encarou o mundo, contou a sua história de forma aberta e sem medo das críticas e da reação das pessoas. Nesse aspecto, eu tiro o meu chapéu para ela...

Como obra, entretanto, a meu ver, trata-se de uma leitura apenas boa, merecedora de 3 estrelas no Skoob...

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Desafio 2011 - 52 semanas, 52 livros


Vi esse desafio rolando por aí e decido aderir a ele. Na verdade, sei que vou conseguir essa meta fácil, fácil, pois tenho como meta ler 100 livros em 2011. Mas resolvi participar da brincadeira mesmo assim, só que vou “personalizar” o meu desafio, tornando-o um pouco mais complicado. Para o meu desafio, não vão valer:

-         Os livros que façam parte de séries, sagas e coleções (pelo menos que eu saiba que façam);
-         Os livros do Desafio Literário;
-         Os livros que eu esteja relendo, tem que ser leituras inéditas.

Toda semana quando fizer o post, vou indicar que esse é o livro do desafio 52 livros em 52 semanas, 52 livros. Sei que já estou algumas semanas atrasadas, mas o timming foi perfeito, porque eu vou começar a resenhar os livros que li esse ano ainda essa semana. Que venha o desafio!!!

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #4

Bella



Esta é Bella, também conhecida como o furaCÃO. Uma labrador amarela de três anos completamente estabanada, que não tem noção da força que tem, me derruba toda vez que me vê, pulando em cima de mim, me morde toda (brincando, naturalmente), já destruiu vários sapatos meus (havaianas são as suas favoritas), estragou um relógio meu (mordeu meu braço e arranhou o relógio inteiro). Um ser completamente maluco e por quem eu sou completamente apaixonada.

Eu já falei dela aqui no blog antes, que ela era da minha sobrinha, que minha irmã não deu conta de criá-la em um apartamento, que ela veio aqui pra Natal e hoje mora na casa de uma pessoa da nossa confiança. Que eu a vejo nos fins de semana, sempre que possível... tudo isso eu já disse antes.

O que eu não sei se eu disse é que simplesmente adoro cada minuto que eu passo ao lado dessa maluquinha, que adoro passear com ela, ser arrastada por ela e que se eu pudesse e tivesse espaço, ela moraria aqui comigo...

Enfim, estar com Bella (o nome dela não tem nada a ver com uma certa mortal que se apaixonou por um certo vampiro - foi minha sobrinha que escolheu), é, sem dúvida, uma das pequenas coisas que me fazem feliz...

Livros - O caso dos dez negrinhos


Que eu adoro Agatha Christie vocês já sabem. Que eu prefiro as histórias do detetive Hercule Poirot vocês também já devem saber. Por isso, fiquei em êxtase quando terminei de ler O caso dos dez negrinhos. De cara, já digo que não é um caso de Poirot. Mas também não é de Miss Marple ou de qualquer outro detetive criado pela autora, simplesmente porque não há detetive algum para conduzir as investigações do livro, o que dá a ele um toque único. Não sei se há outras obras da autora assim, mas essa foi a única que eu li até agora. Isso porque as investigações são conduzidas pelas próprias vítimas/suspeitos. Muito interessante!!!

"Oito pessoas de diferentes classes sociais são convidadas para passar as férias em uma mansão na Ilha do Negro por um Sr. e Sra. U. N. Owen. Ao chegarem, o mordomo e sua esposa, Thomas e Ethel Rogers, dizem que os anfitriões não estão ainda na ilha. Nos seus respectivos quartos, cada hóspede encontra um retângulo de pergaminho emoldurado em cromo com uma cópia do poema "Os Dez Negrinhos" na parede." (sinopse retirada do Skoob)

Esse foi, sem dúvidas, um dos livros de Agatha Christie que eu mais gostei. A trama é cheia de reviravoltas, é impossível não desconfiar de cada um dos presentes na casa em algum momento. O desfecho do livro é incrível, de tirar o fôlego. Aliás, toda a leitura é empolgante, envolvente e prende do início ao fim. Eu, definitivamente, recomendo!!

Expectativas literárias 2011


Vi esse meme em vários blogs já. Na verdade ninguém especificamente me convidou para participar dele, mas como está rolando pelos blogs e como uma das minhas metas para 2011 é participar do maior número possível de memes e desafios, resolvi aderir à brincadeira e respondê-lo.

Meta de leitura: Bem, eu queria muito manter a média do ano passado. Foram 109 livros, entre leituras inéditas e releituras. Acho difícil eu conseguir manter essa meta esse ano, em virtude da loucura que está a minha vida, mas vou tentar bater os 100 livros novamente (eu conto as releituras, porque são tão prazerosas para mim quanto as leituras inéditas!)
Primeiro livro do ano: Comprometida, de Elizabeth Gilbert
Gênero que mais vou ler: Pretendo ler de tudo um pouco, mas acredito que o campeão ainda vá ser o gênero suspense/mistério
Gênero que vou ler menos: Pode ser que não vou ler? Apesar de ser apaixonada por livros, eu não sou muito fã de poesia... sei lá. Acho que gosto mesmo de histórias, com início, meio e fim. Por isso, tenho certeza que não vou ler nenhum livro de poesia.
Lançamento internacional mais aguardado: Sinceramente, não sei. Não estou esperando ansiosamente por nenhum lançamento internacional. Na verdade, eu só costumo ler os lançamentos muito tempo depois de eles deixarem de ser lançamentos... é que a lista de livros para ler é gigante!!! hehehe
Lançamento nacional mais aguardado: Bem, aqui eu tenho um, na verdade. Sei que o livro já foi lançado em inglês, mas apesar de ser fluente no idioma, eu prefiro ler em português mesmo, não me perguntem porque... Mas estou esperando o próximo livro de Becky Bloom
Continuação de saga mais aguardada: Bem, a verdade é que eu não sei se já foi lançado ou não, porque não estive em livrarias recentemente, mas ainda não vi. Estou falando da continuação de Sussurro, Crescendo. Li o primeiro e gostei bastante. As outras séries/sagas que eu estou lendo acho que já foram lançados todos os livros, eu é que ainda não li ou comprei.
Final de saga mais aguardado: Bem, os livros já foram todos lançados, mas eu só li o primeiro e gostei bastante. Quero muito saber como continuará e terminará a história de Archie e Gretchen, do livro Coração ferido. As continuações, Coração apaixonado e Coração maligno já estão na minha estante aguardando para serem lidas
Próximas compras: Certamente alguns dos livros que escolhi para o desafio literário, mas não sou muito de planejar quais livors comprar. Vou meio que no impulso, ou pelas promoções em sites...
Indico: Quem quiser responder, sinta-se por mim indicado

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Selinhos

Como eu disse recentemente, meu blog ficou meio abandonado nesses últimos dias. A má notícia é que no meu trabalho novo não dá pra acessar, coisa que dava no anterior, o que ajudava bastante, pois já escrevi muitos posts de lá. A boa notícia é que, independentemente disso, vou me esforçar ao máximo para mantê-lo atualizado.

Aliás, não foi só o blog que ficou de lado nesses últimos dias: minhas leituras também. Ainda estou no terceiro volume de As crônicas de Nárnia, que é o meu livro reserva do mês de janeiro do desafio literário. Mas vou conseguir terminar. É só uma questão de organizar melhor o meu tempo. É que antes eu trabalhava apenas seis horas corridas, e tinha muito tempo ocioso lá, ou seja, dava pra adiantar muita coisa pessoal minha. Agora, no meu novo trabalho, as coisas são diferentes. Sempre tem alguma coisa para fazer e trabalho os dois expedientes. Mas, como eu disse, é tudo uma questão de organização do tempo e de adaptação.

Bem, mas deixa eu deixar de enrolação e dizer logo a que veio esse post. Semana passada eu ganhei três selinhos bem legais, do blog Deputamadre. Muito obrigada!!!


Por ter ganho o selo, como regra, eu tenho que indicar 5 blogs que julgo merecedores de recebê-lo também. Meus escolhidos, após pensar bastante, foram:



O segundo selo que ganhei também tem uma regra e, de acordo com ela, eu tenho que responder a um pequeno questionário e repassar o selo para 15 pessoas. Vamos primeiro ao questionário:

Nome: Maria Rafaela de Sales Cabral Marinho
Uma música: Stuck in a moment, by U2
Humor: Geralmente sou uma pessoa bem humorada, exceto pela manhã. Mas nos dias em que eu estou de mau humor, saiam de perto, pois eu sou verdadeiramente insuportável
Uma cor: Azul
Uma estação: Inverno
Como prefere viajar: De qualquer forma (exceto ônibus). Mas seja de carro, de avião, de trem ou até mesmo de navio, o que eu gosto mesmo é de viajar
Um seriado: Difícil escolher apenas um, considerando que sou completamente viciada... Dos atuais: Dexter, CSI, House e Grey's Anatomy. Dos que já acabaram: Friends. Lost, 24 horas, ER
Frase ou palavra mais dita por você: amore
O que achou do selo: Estiloso (imitando a resposta de quem me deu)

Bem, agora tenho que indicar o selo para 15 pessoas. A verdade é que eu não sigo 15 blogs... hehehe Tem me faltado tempo ultimamente para visitar novos blogs e passar a segui-los, apesar de eu saber que tem muita coisa boa na net. Mas vou dar um selinho para todos os blogs que eu acompanho, que eu acho muito bons:


Bem, pelo menos eu cheguei perto dos 15...


O último dos selos é o Prêmio Dardo, que "é o reconhecimento dos ideais que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais etc... que, em suma, demonstram sua criatividade através de seus posts". Fiquei muito feliz e honrada ao recebê-lo!! E, como regra, tenho que escolher os blogs que julgo merecedores para compartilhar este selo, mas dessa vez, não há um número mínimo ou máximo de indicações.

Em assim sendo, escolhi dois blogs para presentear com esse selo. São duas pessoas que eu não conheço pessoalmente, mas que às vezes trocamos e-mails e que aprendi a ter um carinho especial, sempre visitando os blogs delas, que acho ambos muito bons. São elas:


Bem, é isso!!!

Livros - Espião de Deus


Cardeais sendo assassinados durante o conclave para a escolha do novo Papa; um criminoso movido por motivos escusos; uma investigação sigilosa, para não chamar a atenção da mídia Pára tudo!!! Acho que dei um nó na sua cabeça!! Até parece que eu estou fazendo a resenha de Anjos e demônios, de Dan Brown, mas coloquei a foto de outro livro. Mas não é nada disso... Essa é mesmo a resenha de Espião de Deus, de Juan Gómez-jurado. As semelhanças são muitas sim com a obra de Brown, mas ambos os livros tem o seu mérito.

Neste, quem conduz a investigação é uma psiquiatra criminalista, Paola. Uma personagem muito marcante, diga-se de passagem. Gostei bastante dela. Outro personagem muito marcante na obra, aliás, o mais marcante de todos, é o Padre Fowler, que passa a maior parte do livro sem dizer de que "lado" está.

Eu peguei esse livro para ler totalmente por acaso, estava na estante da casa do meu pai. Eu já sabia mais ou menos o que esperar da leitura, da história, do enredo. Como eu disse acima, esperava encontrar uma obra bastante semelhante a de Brown. De fato, as semelhanças são inúmeras, mas eu não tiro o mérito da obra de Gómez-jurado. Isso porque o livro consegue prender a atenção do leitor e consegue divergir da obra de Brown em pontos essenciais, que as distinguem bem.

O final, a meu ver, não trouxe muita coisa de inovador, mas a leitura me prendeu e a narrativa do autor me conquistou, de uma forma geral. Dei ao livro 4 estrelas no Skoob.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #3

Olhar o mar



Meu blog anda meio abandonado esses dias. Mas eu tive uma boa razão: assumi um cargo novo essa semana, e a correria foi grande. Desde a semana passada, na verdade. Exames de admissão ,providenciar documentos, comunicar minha saída do cargo antigo...

Mas eu fiz uma coisa que eu prometi a mim mesma que não faria, e logo na terceira semana (coisa feia!!!): atrasei a publicação da minha lista ilustrada de pequenas coisas que me fazem feliz. Foi por uma boa causa, mas vou tentar fazer de tudo para que isso não se repita...

Mas vamos ao item dessa semana da lista (ou melhor, da semana passada): olhar o mar. Acho que isso é algo que faz muita gente feliz, pois dá uma tranquilidade enorme... A foto já passou aqui pelo blog antes (no mês de novembro), mas ilustra bem o item da semana, por isso resolvi repeti-la... É isso!!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Livros - Atlantis


Ruim de doer. Sério, povo, fazia muito tempo que eu não lia um livro assim. Fui atraída a ele pela capa e pelo tema, que poderia dar uma excelente história, cheia de conspirações e reviravoltas, do jeitinho que eu gosto. Mas que nada... tem horas que o livro mais parece um tratado de história antiga, de tão chato que é... descrições intermináveis de cenários, discussões entre os personagens sobre fatos históricos totalmente sem nexo... Uma chatice só! Até agora não sei como conseguir ler até o final... (na verdade sei, pulando alguns parágrafos longos e cansativos).

Eu sinceramente, até agora, não consegui descobrir qual é a do livro... ele praticamente não tem história, ou se tem, fica tão perdida dentro das inúmeras descrições que acabam nem chamando atenção. Os personagens não são nem um pouco marcantes, nem um pouco carismáticos. Até uma cena de romance entre os mocinhos é narrada sem nenhuma emoção pelo autor.

Atlantis para mim continuou perdida após ler o livro de Davis Gibbins que, honestamente, na minha opinião, deveria fazer um doutorado em arqueologia (se é que ele ainda não tem). Ele não vai nem ter muito trabalho com a tese, basta tirar os personagens desse livro e deixar só os fatos históricos...

Definitivamente não recomendo!!!

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Livros - A fantástica fábrica de chocolate (DL 2011)

Desafio literário 2011 - mês de janeiro - Livro 1


Finalmente! Depois de passar 2010 quase todo frustrada por não estar participando do Desafio Literário (eu sei que podia ter entrado depois que comecei o blog, mas eu gosto de participar desse tipo de brincadeira desde o início) eis a minha estréia no Desafio Literário 2011. O tema do mês de janeiro é literatura infanto-juvenil e a minha primeira escolha foi A fantástica fábrica de chocolate, de Roald Dahl.

Será que seria muito clichê da minha parte dizer que se trata de uma leitura deliciosa? Acho que sim. Mas, então, que eu seja clichê pois, de fato, se trata de uma leitura deliciosa. A história, para mim, não trouxe nenhuma novidade, pois já a conhecia do cinema e devo dizer que a adaptação foi extremamente fiel ao livro. Mas, mesmo assim, gostei bastante da história do garoto Charlie, do estranho Sr. Wonka e de sua fábrica de chocolate.

Para quem não conhece a história, eis a resenha, retirada do Skoob: "Ninguém sabia o que acontecia dentro daquela fábrica de chocolate. Havia gente trabalhando nela, claro, mas ninguém entrava e ninguém saía. Só saíam os doces e os chocolates, bem embrulhadinhos, prontos para serem vendidos. Um dia, os portões da fábrica se abriram para os cinco felizardos ganhadores do Cupom Dourado - e o mistério se desvendou. O leitor é convidado a conhecer o rio de chocolate, a grama de açúcar mentolado, os caramelos de cabelo e mil outras delícias - tudo isso na companhia do incrível Sr. Wonka, o dono da Fantástica Fábrica de Chocolate."

O livro, além de proporcionar momentos de extremo prazer, passa uma mensagem muito bonita para as crianças também, na medida em que o garoto pobre e humilde sai como o grande "vencedor" da brincadeira de Wonka, enquanto os outros, cada um com seus defeitos, são todos "eliminados".

O livro foi escrito em 1964. Se o autor já considerava as crianças daquela época mimadas e cheias de vontade, imaginem o que ele diria das crianças de hoje (o autor faleceu em 1990)? Acho que ele ficaria horrorizado...


Nota: 4

Seriados - Dexter (1ª a 5ª temporadas)

Quando eu comentei, aqui no blog, sobre os livros da série Dexter, disse que o seriado é um dos meus favoritos da atualidade.E continua sendo verdade. Assim como é verdade também que eu adoro praticamente todos os seriados, mas tenho um carinho especial pelo serial killer mais querido das telinhas. Acho que a série só se supera a cada ano e, apesar de ter gostado mais de algumas temporadas do que de outras, classifico Dexter como sendo fantástico, fenomenal.

Dexter é um sujeito aparentemente pacato, normal. Ele trabalha como analista de sangue no departamento de homicídios da polícia de Miami. Discreto, querido por todos, tem uma namorada, gosta da sua rotina. Só que ele esconde um grande segredo: ele é um serial killer, que mata apenas assassinos. É claro que ele se aproveita do seu acesso às fichas criminais e aos grandes casos para escolher as suas vítimas, uma particularidade da história que eu adoro.

A partir daqui, o texto vai relatar os principais fatos ocorridos nas cinco primeiras temporadas da série, e contém spoilers.

Na primeira temporada, Dexter se vê diante de um assassino que remove todo o sangue das suas vítimas, todas prostitutas. Sua irmã adotiva é promovida para o departamento de homicídios, e eles passam a trabalhas juntos tentando descobrir quem é o tal assassino. Só que o assassino, além das vítimas, parece estar procurando por Dexter, brincando com ele. Ao final da temporada, o assassino acaba se revelando o noivo de Debby (irmã e Dexter) e seu irmão biológico. Ele aprende mais sobre a sua origem e o terrível assassinato de sua mãe biológica, que acabou fazendo com que nascesse nele o seu "passageiro sombrio", responsável por sua ânsia de sangue.

No início da segunda temporada, temos a descoberta de um cemitério no fundo do mar, onde alguém vem depositando corpos há algum tempo.. só que esse alguém é nosso querido serial killer, que passa a ser investigado pelo seu próprio departamento e pelos seus próprios amigos. No final, naturalmente, ele consegue escapar...

Na terceira temporada, pela primeira vez, Dexter ganha um aliado, um "companheiro no crime", Miguel, um promotor de justiça cujo irmão foi morto por Dexter, sem querer. Essa é, para mim, uma das temporadas mais fracas... mas mesmo assim é muito boa, pois tem uma particularidade que eu adoro. Ao longo da temporada, Dexter se torna mais humano, passa a nutrir mais sentimentos pelas pessoas, a se importar mais... Ao final da temporada ele e Rita se casam.

A quarta temporada é a mais marcante de todas. O assassino Trinity está à solta, e Dexter não apenas descobre quem ele é, como faz amizade com ele, sob um nome falso. Dexter vira papai na quarta temporada e o final é chocante. Trinity mata Rita... Fiquei pasma, eu não conseguia reagir...

A quinta temporada tinha que ser muito boa para conseguir superar o final marcante e surpreendente da quarta e, a meu ver, conseguiu. Mais uma vez, Dexter tem uma parceira, uma mulher, com quem ele acaba se envolvendo emocionalmente também. Para mim, a quinta temporada conseguiu superar todas as outras.

Outra coisa que merece destaque em Dexter é que todos os personagens são marcantes, especiais. É impossível não gostar de todos eles. Mas, o melhor mesmo da série são as conversas entre Dexter e o seu pai, que o treinou e ensinou a ele um código para ser quem ele é.

Como eu disse, uma das melhores séries da atualidade. Quem ainda não viu, está perdendo tempo!!!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #2

Comer bem


Comer sempre foi uma fraqueza minha... Eu sempre fui "boa de garfo". Não é à toa que acabei engordando horrores e tendo que fazer cirurgia de redução de estômago. Agora, passada a fase de restrições alimentares e depois de jogar fora 37 quilos, eu continuo gostando de comer bem. A diferença agora está na quantidade do que eu como, mas mexer na qualidade, jamais. Eu continuo sendo "boa de garfo", no que diz respeito à qualidade dos alimentos. É claro que manero, evito excessos durante a semana. Mas não há nada melhor do que se entregar ao pecado da gula...

O prato da foto, por exemplo, é um camarão com shiitake maravilhoso que comi em um restaurante na praia de Pipa. Só consegui comer a metade do prato, mas apreciei cada garfada... Muito bom!!!!

Livros - Sussurro


Nora Gray é uma garota normal, que leva uma vida normal. Até que, um belo dia, graças ao seu professor de biologia, ela tem que mudar de parceiro de laboratório, e passa a sentar ao lado de Patch. A partir de então, sua vida muda... Nora logo se sente atraída por Patch, mas há algo de misterioso no garoto que a incomoda. Além do mais, ele parece estar em todos os lugares em que Nora está e ela fica sem saber se pode ou não confiar no rapaz, tendo em vista os aconecimentos estranhos que a cercam...

As histórias de amores impossíveis cresceram bastante e ganharam notoriedade no mundo literário e uns tempos para cá. Tudo começou, ou pelo menos ganhou mais força, com a saga Crepúsculo, com a história do amor entre o vampiro Edward e a mortal Bella. Desde então, vários livros com amores impossíveis surgiram, com os mais variados temas. Os anjos, então, ganharam grande destaque no cenário literário, sendo a febre da vez. Vários são os livros com anjos, basta entrar em uma livraria e ver as novidades e lançamentos.

Por tal razão, eu meio que vinha fugindo desses livros, da mesma forma como durante muito tempo evitei ler a saga do vampiro bonzinho que não bebe sangue. Mas acabei me rendendo ao final... Assim como acabei me rendendo também a Nora e Patch. E gostei bastante da leitura, que é bem dinâmica e prende o leitor.

Não há como não surgir comparações com Crepúsculo, principalmente no início do livro. É tudo muito parecido: uma garota normal que frequenta a escola, um cara misterioso, que esconde um grande segredo... Mas nesse aspecto, Sussurro é um tanto mais sombrio do que Crepusculo, e muito mais envolvente.

Outra coisa interessante é que durante a maior parte do livro, Patch não é nem mocinho nem bandido. Aliás, mesmo ao final da história, a personalidade do rapaz e as suas intensões podem ser questionadas. Ele não é um mocinho perfeito. É cheio de defeitos, cheio de falhas, o que o torna mais "humano"... E aqui está uma grande diferença com relação a Crepúsculo.

Gostei bastante do fato de o clima de mistério e suspense ter sido mantido ao longo de quase todo o livro, só não gostei muito do fato de a autora ter despejado as informações e ter revelado o desfecho da obra de uma só vez, em poucas páginas. Poderia ter sido um pouco mais lento, com pequenas informações de cada vez, aumentando o prazer da leitura.

Mas, mesmo assim, Patch e Nora me cativaram e me conquistaram. Pelo que andei lendo, existem pelo menos mais dois outros livros protagonizados pelo casal, que certamente serão por mim lidos...

Aprovado!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Livros - Coração ferido


Eu não conhecia o trabalho da escritora Chelsea Cain. Quem me indicou a leitura desse livro foi a Luma e tenho que dizer que fiquei bastante feliz com a indicação e com a leitura. Como vocês já devem saber, eu tenho uma quedinha por livros de serial killers e, portanto, não tinha como não gostar desse.

A leitura é bastante intensa. Uma coisa que chamou a minha atenção foi a forma bastante crua como a autora descreve corpos, cenas de crime e de tortura. Gostei muito. Foge um pouco do convencional. Ela não se vale de eufemismos. Apenas narra os fatos da forma como eles ocorreram.

Mas, para quem não conhece o enredo, eis a sinopse, um tanto extensa, retirada do Skoob:

"O detetive Archie Sheridan passou dez anos perseguindo Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer, mas foi ela quem o capturou. Dois anos atrás, Gretchen aprisionou-o e torturou-o por dez dias, mas, em vez de matá-lo, ela surpreendentemente o deixou partir, entregando-se à polícia.

Agora ela está na cadeia pelo resto da vida enquanto Archie se vê em outro tipo de prisão – viciado em analgésicos, incapaz de voltar à sua antiga vida e sem forças para apagar aqueles dez dias horrendos de sua lembrança. Sua mulher, de quem se afastou, diz que o velho Archie não existe mais, e ele concorda. As visitas a Gretchen são semanais, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas Archie sabe qual o real motivo – ele simplesmente não consegue ficar longe dela.

Quando outro criminoso começa a seqüestrar meninas em Portland, Archie tem que se recompor para liderar uma nova força-tarefa que investigará os assassinatos. Uma repórter jovem e determinada, Susan Ward, acompanha o trabalho do grupo, o que desencadeia um jogo mortal entre Archie, Susan, o novo serial killer e até Gretchen. Eles têm um maníaco para capturar, e talvez isso liberte Archie de Gretchen de uma vez por todas."

Apesar de ter gostado muito do livro e de já estar com os dois próximos volumes da trilogia (é, mais uma trilogia... virou moda mesmo) na minha estante esperando para serem lidos, não posso deixar de comentar uma coisa que me incomodou um pouco ao longo da leitura: achei a personagem de Gretchen um tanto "normal". Esperava que ela fosse mais malvada, mais manipuladora, cheia de jogos mentais. Quando li a sinopse pela primeira vez, imaginei-a como sendo uma versão feminina de Jigsaw. Essas características aparecem na personagem mas, a meu ver, de uma forma um tanto amena.

Mas, como eu disse, li apenas o primeiro volume, e pode ser que Gretchen revele mais o seu "lado negro" nos próximos volumes, que serão brevemente lidos e comentados. Mas, é um ótimo thriller e eu definitivamente recomendo.

Falando de... Sonhos



Bem, o tema de hoje são sonhos. Mas não me refiro àquelas deliciosas bombinhas recheadas geralmente com doce de leite e vendidas em padarias. Não.. não esses os sonhos sobre os quais quero falar hoje. Também não me refiro aos desejos, anseios, às metas que traçamos para as nossas vidas, os passos que planejamos para nós, as nossas conquistas, vitórias. Esses sonhos são muito importantes, mas terão que ficar para um outro dia. Porque hoje, quero falar sobre os sonhos que nos acompanham enquanto dormimos. Aquelas sequências de imagens, que às vezes se parecem com um filme, outras com algumas situações por nós vividas, mas que, de um jeito ou de outro, povoam a nossa mente enquanto dormimos.

E também não quero falar sobre os sonhos de uma forma geral. Não quero aqui tentar entender o que são ou questionar por que sonhamos. Não quero saber se os sonhos podem revelar fatos que ainda irão acontecer ou que nós gostaríamos que acontecessem. Não quero contar um sonho específico a vocês, onde um príncipe encantado aparecia na minha na minha vida, na sua Ferrari vermelha (essa história de cavalo branco já está muito ultrapassada...). Não, não é nada disso...

Quero apenas comentar sobre o que tem acontecido comigo nos últimos dias. Eu nunca fui muito de me lembrar dos meus sonhos. Às vezes tenho pequenos flashes, mas nunca consigo me lembrar vividamente de um sonho depois que acordo. Só que nos últimos dias meu sono tem sido povoado por imagens inquietantes, tumultuadas, pesadas... Não sei nem explicar direito. Acordo no meio da noite, sem saber direito o que está acontecendo. Meu sono não está mais tão tranquilo como costumava ser...

Talvez seja porque estou meio doente esses dias, peguei uma dessas viroses de verão. Talvez seja porque eu esteja mais preocupada com algumas coisas do que o normal. Fatores da minha vida, relacionados ao trabalho, esão me deixando tensa, nervosa, angustiada. Ou talvez seja por alguma outra razão totalmente desconhecida, não sei ao certo. Personagens de livros, filmes e seriados vem me visitar à noite e dividem a cena com pessoas da minha realidade. Sonho com situações completamente inusitadas. Acordo e tenho a sensação de que continuo dormindo... Sei lá, estou achando tudo isso muito estranho, que decidi externar aqui no blog.

Ah, e tem também outra razão para eu ter decidido escrever sobre isso aqui. Acreditem ou não, o primeiro parágrafo desse texto foi escrito enquanto eu dormia, ou pelo menos enquanto eu achava que dormia (como eu disse, às vezes não sei se estou sonhando ou se estou acordada... deve ser a febre). Mas o que me deixou mais estarrecida, foi que eu consegui me lembrar exatamente de todas as palavras...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Livros - Todo mundo que vale a pena conhecer


Sabe aquelas situações onde um autor faz um tremendo sucesso com uma obra e repete a receita para ver se funciona novamente, só que não funciona? Na minha opinião, foi exatamente isso o que aconteceu com Todo mundo que vale a pena conhecer, de Lauren Weisberger, também autora do delicioso O diabo veste Prada.

Como eu disse, a fórmula para o seu segundo romance foi basicamente a mesma: uma moça simples que vai parar, meio que por acaso, em um mundo totalmente diferente do seu, cheio de glamour, festas e badalações. Só que nesse segundo livro o mundo não é o das revistas de modas, mas sim de RP, com as festas mais cobiçadas de Nova York.

Só que o segundo livro não funcionou tão bem quanto o primeiro, a meu ver. Em primeiro lugar, porque, se era para manter a mesma receita, que ela mantivesse todos os ingredientes, mas ela deixou de fora a megera, a vilã que atormenta a vida da mocinha... só ai o livro já perdeu muito, porque Miranda é a grande personagem do romance de estréia da autora.

Faltou também criatividade, pois o livro acaba sendo um tributo à futilidade, em todas as suas formas e manifestações possíveis. Além do mais, a personagem central é fraquinha, e falta a ela o carisma e o brilho da mocinha do primeiro livro.

Uma leitura apenas mediana, que chega a ser entediante em alguns momentos...

Foto da semana



Mais um por do sol para vocês. Essa foto foi feita agora, no dia 31 de dezembro, em Alphaville, São Paulo, onde passei a virada do ano. O que me impressionou foi que quando tirei a foto já eram mais de oito horas da noite. Para quem mora no sul e sudeste isso pode ser normal, principalmente nessa época do ano, mas eu moro em Natal, Rio Grande do Norte, e aqui escurece seis horas da tarde...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Livros - A filha da floresta


Li esse livro por indicação da queridíssima Luma, que me indicou toda a trilogia, se declarando apaixonada pela autora. Não sabia muito bem o que esperar da obra, pois pedi a ela apenas indicações de títulos, sem entrar muito em detalhe do conteúdo de cada um. Como um todo, gostei bastante da leitura, porém tenho algumas ponderações a fazer...

A primeira delas é que se trata de uma leitura muito longa, extensa. Não apenas pelas 576 páginas do livro mas, principalmente, pelo desenrolar da história, que se dá de forma bastante lenta. É até difícil explicar, mas deixa eu ver se eu consigo... a história em alguns momentos chega até a ser chata, mas ao mesmo tempo é interessantíssima. Confuso? Pois é, eu também fiquei.

Havia momentos em que eu simplesmente queria deixar o livro de lado, mas eu não conseguia, porque ao passo que a narrativa da autora não me prendia muito, a história em si me fascinava, e eu realmente queria saber o que iria acontecer... Conseguiria Sorcha salvar os seus irmãos? O que aconteceria com ela e Red? Eu precisava saber essas respostas... E assim consegui ir até o desfecho da obra e responder a todas as minhas perguntas, considerando, ao final, uma leitura muito boa. 

Também achei o início da obra, além de lento, um tanto confuso. Para mim, o livro não explicava a razão de sua existência, não explicava "a que veio" e eu ficava sem entender e pensava, "tem que acontecer alguma coisa!!". Finalmente, aconteceu e, como eu disse, fiquei desesperada para saber o que viria a seguir...

O mundo criado pela autora é fascinante... Magia, mistério, criaturas encantadas e druidas transportam o leitor para uma outra realidade. A minha principal reserva com relação à obra, como eu disse, é que ela poderia facilmente ter 150 páginas a menos e continuar sendo muito boa, senão ainda melhor...

O livro é o primeiro capítulo de uma trilogia. O segundo, O filho das sombras, será lido ainda nesse mês de janeiro...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Livros - Se houver amanhã


Ao longo da minha adolescência, eu li bastante Sidney Sheldon. Sei que muita gente critica o autor, mas sei também que a maioria das pessoas que lê os seus livros, criam uma verdadeira paixão por ele. E foi assim comigo também. Eu gosto bastante do estilo de Sheldon, das tramas que ele cria, das personagens que ele cria, todas fortes, marcantes.

Depois de um longo período sem ler nada dele, vi numa livraria uma edição "vira-vira", com dois títulos, que achei bastante interessante e acabei comprando. Decidi começar por Se houver amanhã. A história me prendeu desde as primeiras páginas, apesar da ingenuidade da protegonista, Tracy Whitney, que vê sua vida desmoronar repentinamente e vai parar na prisão por um crime que não cometeu. Um golpe de sorte faz com que ela seja libertada antes do tempo e partir de então, sua vida toma um rumo totalmente inesperado.

Só que eu mereço um prêmio de "a esquecida do ano", pois foi apenas quando Tracy saiu da cadeia que eu me dei conta de que já havia lido o livro antes, que eu conhecia aquela história. É claro que eu não lembrava de todos os detalhes, pois devo ter lido há uns 13 anos atrás, razão pela qual decidi continuar a ler, até porque estava adorando cada página.

A cada nova aventura da protagonista, a história se renovava e eu não conseguia parar de pensar no que viria a seguir. E quando o final finalmente chegou e eu li o desfecho da obra, fiquei em êxtase e definitivamente com um gostinho de quero mais.

Livros - A casa do penhasco


Mais um livro de Agatha Christie que li no ano passado. Dessa vez o escolhido foi A casa do penhasco, mais uma aventura de Poirot (que, aliás, são as minhas favoritas da autora). A história é bem interessante, porém não é das minhas favoritas. Também está longe de ser um livro ruim, pelo contrário, é uma leitura boa. É só que a autora tem tantos livros, que é natural que tenhamos nossos favoritos...

Uma jovem mulher que vive em uma casa em um penhasco começa a sofrer misteriosos acidentes: um quadro quase cai na sua cabeça, seu carro perde os freios, uma bala passa raspando por ela... Com medo, ela entra em contato com Poirot, que passa a investigar tais acidentes, certo de que sua vida está em perigo...

Mais uma vez, o que chama a atenção no livro é o seu desfecho. Os finais de Agatha Chrisite são muito bons. Isso porque, como eu disse, ela escreveu muitas histórias e, mesmo assim, sempre consegue inovar, com desfechos criativos, que não se repetem e não se tornam enfadonhos. Nesse livro em particular, o final realmente surpreende e, certamente, aqueles que gostam de tentar adivinhar quem é o assassino terão dificuldade em acertar esse...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #1

Dormir até tarde em dia de chuva


Meu primeiro grande desafio em como fazer as fotos... se eu tirasse uma foto minha, obviamente seria fingimento, eu não estaria dormindo, pois só teria 10 segundos para programar a máquina e bater a foto. Além do mais, não teria como pegar a chuva... hehehe

Foi quando decidi tirar uma foto da chuva batendo na janela do quarto... boa idéia, eu pensei. Mas aí veio a segunda dificuldade... Eu tinha acabado de chegar de viagem e as janelas do apartamento estavam imundas... rsrsrs Mas resolvi tirar a foto assim mesmo... não ia dá pra retratar o "dormir", mas pelo menos iria retratar a parte da "chuva". Foi quando me deparei com a terceira dificuldade... Alguém já tentou tirar foto de chuva? Já vou adiantando, não é uma tarefa fácil... Essa que eu escolhi foi a que ficou "menos ruim", mas mesmo assim dá pra ver bem como a janela estava suja...


Mas o que vale é a intenção. E essa é a primeira das pequenas coisas que me fazem feliz... Aliás, acho que faz muita gente feliz. Afinal, quem não gosta de dormir até tarde ouvindo o barulhinho da chuva do lado de fora?? Bom demais!!!!

Livros - Sapatólatras anônimas


Faz pouco mais de um mês que eu terminei de ler Sapatólatras anônimas, de Beth Harbisson. Lembro que quando eu decidir lê0lo, eu queria algo leve e descontraído. Então, nada melhor do que um chick-lit, pensei. Só que o livro é tão fraquinho, mas tão fraquinho, que eu sequer consigo lembrar dos nomes das personagens. Falando sério!!!

Lembro apenas traços gerais da personalidade de cada uma. Tinha uma endividada, uma esposa de um político que vivia um casamento péssimo, uma que tinha medo de sair de casa e uma babá que meio que caiu de paraquedas no grupo. Pela internet, elas descobrem umas às outras e acabam montando um grupo para trocar sapatos. É claro que surge uma amizade e elas acabam enfrentando algumas situações juntas, onde uma ajuda a outra. Tudo muito parecido com livros que eu já resenhei aqui, inclusive recentemente, como Jovens esposas, O clube das chocólatras e alguns outros.

E é exatamente esse o principal problema do livro: ele se parece muito com outros, a história não traz nada de inovador... A endividada, por exemplo, me lembrou o tempo todo Becky Bloom, personagem que quem já leu alguma coisa desse blog sabe que eu sou apaixonada. As outras personagens também são bastante comuns: uma tem problemas psicológicos, outra no casamento, outra no emprego... Enfim, como eu disse, o livro não traz nada de inovador.

Outra coisa que eu não gostei foi o final, que achei certinho demais, perfeito demais, chegando ao ponto de ser irritante!! Enfim, uma leitura dispensável, a meu ver, merecedora de apenas duas míseras estrelinhas no Skoob...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Livros - O enigma do quatro



Ruim, mas muito ruim. Não há outra forma de descrever esse livro, pelo menos não para mim. Ok, eu sei que essa não é a melhor forma de começar uma resenha sobre um livro e que, se você se deu ao trabalho de começar a ler este post nem vai querer terminar, depois de eu ter dito isso... Mas meus pais me ensinaram que mentir é feio, e eu não posso enganar vocês, queridos leitores. Porque a verdade é que eu achei o livro MUITO, mas MUITO RUIM!!!!!

O livro conta a história de amigos que se vêem envolvidos em uma trama de assassinato e mistério quando um deles está fazendo uma dissertação sobre o Hypnerotomachia Poliphili (alguém consegue pronunciar isso? Porque eu já desisti...), um livro antigo e valioso, cuja identidade do autor é um grande mistério...

Tinha tudo para ser um livro muito bom, com muitas tramas, reviravoltas, conspirações... O tipo de livro que eu gosto. Mas a narrativa do autor, ou melhor, dos autores, péssima, o livro é confuso e termina na hora em que deveria começar...

Aliás, por falar em autores, aqui abro um parênteses para fazer um comentário: eu nunca botei muita fé nesse negócio de livro escrito à quatro mãos... Não vejo problemas quando se trata de um livro técnico, mas uma história de ficção, sei não... na minha cabeça, não vejo como possa funcionar.

Mas voltando ao livro... só tenho uma coisa a acrescentar... Não percam o precioso tempo de vocês lendo... Escolham outro título!!!