quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Seriados - Desperate Housewives (1ª a 4ª temporadas)


Para mim é um prazer falar da série Desperate Housewives. Eu simplesmente adoro. Apaixonei-me pela série desde a primeira vez que vi, logo após o lançamento da 1ª temporada em DVD aqui no Brasil. Provavelmente foi em 2005. De lá para cá, venho acompanhando a história das donas de casa. Mas, de uns tempos para cá, deixei a série de lado, e não assisti a 6ª temporada. Antes de assistir, decidi rever toda a série, o que não me arrependo de forma alguma, pois só me trouxe momentos de grande prazer.

Nesse post, vou tratar dos eventos ocorridos nas quatro primeiras temporadas, que já acabei de rever. Mas, ao invés de focar nos eventos em si, vou focar nas personagens e nos seus dramas pessoais. Recomendo àqueles que não conhecem a série e que pretendem assisti-la que não leiam este post, pois muitos fatos serão revelados.

Mary Alice Young é a primeira personagem que merece comentários. Para quem não sabe, a série tem início com o seu suicídio, e um dos mistérios em torno dos quais a primeira temporada gira é justamente a descoberta das razões que levaram a dona de casa a praticar tal ato. Mary Alice é a narradora da série.

Bree Van de Kamp é a minha personagem favorita das 5 protagonistas. Adoro o jeito delicado dela, sua elegância e seu charme. Mesmos nas adversidades, a personagem não deixa os bons modos e a aparência de lado. Ela tem o que, visto de fora, parece ser a família perfeita. Um marido devotado e um casal de filhos. Mas a realidade não é bem assim... Bree enfrenta, ao longo das quatro temporadas, os mais variados problemas: a separação, a morte do marido pelo seu namorado psicopata, a descoberta de que o seu filho é homossexual, que culmina na expulsão dele de casa (por vários outros fatores também, não apenas pelo fato de ele ser gay); alcoolismo; o novo casamento e as suspeitas em torno do marido; as sogras infernais; a gravidez da filha adolescente e sua falsa gravidez... A vida da dona de casa não é fácil, definitivamente. Mas, como eu disse, Bree enfrenta todos esses problemas com uma graça e uma dignidade invejáveis...

Gabrielle Sollis é uma ex-modelo que largou a vida na cidade para se casar com Carlos Sollis e viver no subúrbio. Para as amigas, a vida de Gabrielle é perfeita. Seu marido a idolatra, ela tem tudo do bom e do melhor, ele faz todas as suas vontades... Mas, mais uma vez, basta olhar um pouco para o casal para perceber que as coisas não são como aparentam ser. Gabrielle não é feliz. Segundo ela própria disse em um dos primeiros episódios da série, ela quis todas as coisas erradas na vida. E acabou presa a um marido que não a idolatra, mas idolatra o fato de tê-la, e a exibe como um troféu. Ela busca, então, o afeto que Carlos não lhe dá nos braços do seu jardineiro adolescente, com quem tem um caso. Muita coisa também acontece na vida dessa dona de casa ao longo das quatro temporadas: ela sofre um aborto, se divorcia de Carlos, tenta de todas as formas ter um filho, sem sucesso, casa novamente com um homem que, mais uma vez, a trata como um objeto, fica viúva e termina voltando para Carlos, que fica cego.

Susan Mayer é uma trapalhona. Tudo na sua vida parece dar errado. Ela não sabe cozinhar, é divorciada e vive brigando com o ex-marido. A única coisa perfeita na vida de Susan é sua filha, Julie, o modelo de adolescente perfeita. Assim como as demais donas de casa da série, Susan também teve bons e maus momentos ao longo dessas quatro temporadas. Importante ressaltar que esses momentos, de uma forma ou de outra, sempre acabam envolvendo Mike, seu vizinho por quem ela é apaixonada. Ao longo dos anos, Susan colocou fogo acidentalmente na casa de Edie, viu sua cozinha ser incendiada, depois toda a sua casa; enfrentou o coma de Mike; se apaixonou novamente pelo ex; acabou e reatou seu romance com ele várias vezes; teve que enfrentar a obsessão do filho de Mary Alice por Julie; se apaixonou por Ian, foi pedida em casamento por ele; se perdeu no meio da floresta... e acabou a quarta temporada casada com Mike e mãe de um lindo bebê.

Edie Brit é uma corretora de imóveis e uma verdadeira predadora, quando o assunto são homens. Ao longo das temporadas, ela ficou com quase todos os ex das outras personagens: Karl, o primeiro marido de Susan; Carlos, quando ele e Gabrielle estavam separados; Mike, após ele acordar do coma; e até mesmo Orson, segundo marido de Bree. A loira pode ser definida como uma pessoa ardilosa e, em alguns momentos, até mesmo inescrupulosa, capaz de várias artimanhas para conseguir o que quer, seja vender uma casa ou "pegar" um homem.

Por fim, temos Lynette Scavo, uma publicitária que deixou a carreira de lado ao descobrir que estava grávida e acabou, de alguma forma, mãe de quatro filhos e ainda teve que assumir, temporariamente, uma enteada que a odiava. Lynette é das personagens centrais a que eu menos gosto, o que não quer dizer que eu não gosto dela, mas apenas que eu não concordo com muitas coisas que ela faz, principalmente com a maneira como ela conduz as coisas em sua casa, sendo muitas vezes "o homem da casa" e interferindo diretamente na vida do marido. Tem uma frase dela com relação ao marido que, para mim, retrata bem a principal característica da personagem, quando Tom desiste da publicidade e está em busca do seu sonho. Ela diz mais ou menos assim: "Eu quero que ele realize o sonho dele, desde que o sonho dele seja algo que eu concorde". Lynette é, de todas, a que vive o casamento mais sólido, talvez pelo fato de o marido morrer de medo dela. Mas a vida dela não é fácil, e a mesma também teve sua quota de dificuldades: perdeu o emprego, viu o marido perder o emprego, teve que lidar com os vários problemas dos filhos, abriu uma pizzaria, quase se apaixonou por seu chef, teve câncer...

O fim da quarta temporada representa também uma grande transição na série. Temos um salto temporal de cinco anos nos instantes finais, onde temos uma prévia das grandes mudanças que estão por vir... Gabrielle não é mais a mulher glamorosa que sempre foi e é mãe de duas meninas; Bree se transforma em uma executiva bem sucedida e aceita Orson de volta em sua vida; os problemas de Lynette com os filhos aumentam, à medida que eles crescem; e Susan tem um novo amor, não está mais com Mike...

Nenhuma dessas mulheres tem uma vida fácil. Mas o que torna os problemas delas mais interessantes do que os nossos próprios problemas? Certamente é a certeza que elas tem que, não importa o quão desagradável seja a situação, elas sempre podem contar umas com as outras, mesmo que alguns desentendimentos surjam ao longo do caminho.

Outro fator que torna a série bastante interessante, a meu ver, é que todas essas mulheres possuem características especiais, qualidades que fazem com que queiramos ser parecidas com elas. Mesmo que algumas dessas características não sejam sempre positivas, como a capacidade de manipulação que todas elas tem; o egoísmo de Gabrielle; o jeito "avoado" de Susan; a mania de Lynette de interferir na vida de todos, mesmo assim são características especiais e deliciosas de ver na telinha...

É uma das várias séries que adoro na atualidade, e que eu realmente espero que mantenha a qualidade e permaneça no ar por alguns anos ainda...

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