quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Livros - Se houver amanhã


Ao longo da minha adolescência, eu li bastante Sidney Sheldon. Sei que muita gente critica o autor, mas sei também que a maioria das pessoas que lê os seus livros, criam uma verdadeira paixão por ele. E foi assim comigo também. Eu gosto bastante do estilo de Sheldon, das tramas que ele cria, das personagens que ele cria, todas fortes, marcantes.

Depois de um longo período sem ler nada dele, vi numa livraria uma edição "vira-vira", com dois títulos, que achei bastante interessante e acabei comprando. Decidi começar por Se houver amanhã. A história me prendeu desde as primeiras páginas, apesar da ingenuidade da protegonista, Tracy Whitney, que vê sua vida desmoronar repentinamente e vai parar na prisão por um crime que não cometeu. Um golpe de sorte faz com que ela seja libertada antes do tempo e partir de então, sua vida toma um rumo totalmente inesperado.

Só que eu mereço um prêmio de "a esquecida do ano", pois foi apenas quando Tracy saiu da cadeia que eu me dei conta de que já havia lido o livro antes, que eu conhecia aquela história. É claro que eu não lembrava de todos os detalhes, pois devo ter lido há uns 13 anos atrás, razão pela qual decidi continuar a ler, até porque estava adorando cada página.

A cada nova aventura da protagonista, a história se renovava e eu não conseguia parar de pensar no que viria a seguir. E quando o final finalmente chegou e eu li o desfecho da obra, fiquei em êxtase e definitivamente com um gostinho de quero mais.

Livros - A casa do penhasco


Mais um livro de Agatha Christie que li no ano passado. Dessa vez o escolhido foi A casa do penhasco, mais uma aventura de Poirot (que, aliás, são as minhas favoritas da autora). A história é bem interessante, porém não é das minhas favoritas. Também está longe de ser um livro ruim, pelo contrário, é uma leitura boa. É só que a autora tem tantos livros, que é natural que tenhamos nossos favoritos...

Uma jovem mulher que vive em uma casa em um penhasco começa a sofrer misteriosos acidentes: um quadro quase cai na sua cabeça, seu carro perde os freios, uma bala passa raspando por ela... Com medo, ela entra em contato com Poirot, que passa a investigar tais acidentes, certo de que sua vida está em perigo...

Mais uma vez, o que chama a atenção no livro é o seu desfecho. Os finais de Agatha Chrisite são muito bons. Isso porque, como eu disse, ela escreveu muitas histórias e, mesmo assim, sempre consegue inovar, com desfechos criativos, que não se repetem e não se tornam enfadonhos. Nesse livro em particular, o final realmente surpreende e, certamente, aqueles que gostam de tentar adivinhar quem é o assassino terão dificuldade em acertar esse...

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #1

Dormir até tarde em dia de chuva


Meu primeiro grande desafio em como fazer as fotos... se eu tirasse uma foto minha, obviamente seria fingimento, eu não estaria dormindo, pois só teria 10 segundos para programar a máquina e bater a foto. Além do mais, não teria como pegar a chuva... hehehe

Foi quando decidi tirar uma foto da chuva batendo na janela do quarto... boa idéia, eu pensei. Mas aí veio a segunda dificuldade... Eu tinha acabado de chegar de viagem e as janelas do apartamento estavam imundas... rsrsrs Mas resolvi tirar a foto assim mesmo... não ia dá pra retratar o "dormir", mas pelo menos iria retratar a parte da "chuva". Foi quando me deparei com a terceira dificuldade... Alguém já tentou tirar foto de chuva? Já vou adiantando, não é uma tarefa fácil... Essa que eu escolhi foi a que ficou "menos ruim", mas mesmo assim dá pra ver bem como a janela estava suja...


Mas o que vale é a intenção. E essa é a primeira das pequenas coisas que me fazem feliz... Aliás, acho que faz muita gente feliz. Afinal, quem não gosta de dormir até tarde ouvindo o barulhinho da chuva do lado de fora?? Bom demais!!!!

Livros - Sapatólatras anônimas


Faz pouco mais de um mês que eu terminei de ler Sapatólatras anônimas, de Beth Harbisson. Lembro que quando eu decidir lê0lo, eu queria algo leve e descontraído. Então, nada melhor do que um chick-lit, pensei. Só que o livro é tão fraquinho, mas tão fraquinho, que eu sequer consigo lembrar dos nomes das personagens. Falando sério!!!

Lembro apenas traços gerais da personalidade de cada uma. Tinha uma endividada, uma esposa de um político que vivia um casamento péssimo, uma que tinha medo de sair de casa e uma babá que meio que caiu de paraquedas no grupo. Pela internet, elas descobrem umas às outras e acabam montando um grupo para trocar sapatos. É claro que surge uma amizade e elas acabam enfrentando algumas situações juntas, onde uma ajuda a outra. Tudo muito parecido com livros que eu já resenhei aqui, inclusive recentemente, como Jovens esposas, O clube das chocólatras e alguns outros.

E é exatamente esse o principal problema do livro: ele se parece muito com outros, a história não traz nada de inovador... A endividada, por exemplo, me lembrou o tempo todo Becky Bloom, personagem que quem já leu alguma coisa desse blog sabe que eu sou apaixonada. As outras personagens também são bastante comuns: uma tem problemas psicológicos, outra no casamento, outra no emprego... Enfim, como eu disse, o livro não traz nada de inovador.

Outra coisa que eu não gostei foi o final, que achei certinho demais, perfeito demais, chegando ao ponto de ser irritante!! Enfim, uma leitura dispensável, a meu ver, merecedora de apenas duas míseras estrelinhas no Skoob...

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Livros - O enigma do quatro



Ruim, mas muito ruim. Não há outra forma de descrever esse livro, pelo menos não para mim. Ok, eu sei que essa não é a melhor forma de começar uma resenha sobre um livro e que, se você se deu ao trabalho de começar a ler este post nem vai querer terminar, depois de eu ter dito isso... Mas meus pais me ensinaram que mentir é feio, e eu não posso enganar vocês, queridos leitores. Porque a verdade é que eu achei o livro MUITO, mas MUITO RUIM!!!!!

O livro conta a história de amigos que se vêem envolvidos em uma trama de assassinato e mistério quando um deles está fazendo uma dissertação sobre o Hypnerotomachia Poliphili (alguém consegue pronunciar isso? Porque eu já desisti...), um livro antigo e valioso, cuja identidade do autor é um grande mistério...

Tinha tudo para ser um livro muito bom, com muitas tramas, reviravoltas, conspirações... O tipo de livro que eu gosto. Mas a narrativa do autor, ou melhor, dos autores, péssima, o livro é confuso e termina na hora em que deveria começar...

Aliás, por falar em autores, aqui abro um parênteses para fazer um comentário: eu nunca botei muita fé nesse negócio de livro escrito à quatro mãos... Não vejo problemas quando se trata de um livro técnico, mas uma história de ficção, sei não... na minha cabeça, não vejo como possa funcionar.

Mas voltando ao livro... só tenho uma coisa a acrescentar... Não percam o precioso tempo de vocês lendo... Escolham outro título!!!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Livros - Jovens esposas


Em vários momentos aqui no blog eu já falei sobre amizade e suas várias formas de manifestação no mundo dos livros, filmes e seriados. Jovens esposas, de Olivia Goldsmith retrata muito bem esse sentimento. A autora é mais conhecida pela sua obra O clube das desquitadas que foi, inclusive, adaptada para o cinema. Esse eu não li, mas devo dizer que gstei bastante de Jovens esposas.

A história vai além da amizade existente entre as três protagonistas. O livro trata, essencialmente, da forma como, de uma hora para outra, a vida das três mulheres desmorona, cada uma à sua maneira e elas são obrigadas a encarar uma nova realidade, bastante diversa da que estavam acostumadas. E é justamente nessa hora onde a amizade das outras duas se torna essencial para que cada uma das três protagonistas possa dar a volta por cima e encarar de frente seus problemas.

Talvez essas três mulheres sequer tivesses se conhecido, em outras circunstâncias. Talvez seus caminhos sequer tivessem se cruzado. Mas elas se conheceram, se ajudaram e construíram uma amizade verdadeira, fiel e leal, que as ajudou a superar momentos de extrema dificuldade.

A segunda parte do livro trata de uma reviravolta na vida dessas mulheres, com muita emoção, vingança e planos mirabomantes. Algumas situações soam um tanto forçadas, mas mesmo assim a história é muito boa e muito divertida, mostrando a força e a determinação de três mulheres para reconstruir suas vidas, que foram destruídas de forma repentina, sem perder o bom humor e, é claro, contando sempre uma com a outra.

Retrospectiva literária 2010



- O livro infantil que mais gostei: Coleção Os Karas, de Pedro Bandeira
- A aventura que me tirou o fôlego: O código dos justos, de Sam Bourne
- O terror que me deixou sem dormir: O iluminado, de Stephen King
- O suspense mais eletrizante: Coração ferido, de Chelsea Cain
- O romance que me fez suspirar: A mulher do viajante no tempo, de Audrey Niffenegger
- A saga que me conquistou: Crepúsculo, de Sthephenie Meyer
- O clássico que me marcou: O velho e o mar, de Ernest Hemingway
- O livro que me fez refletir: O dia do curinga, de Jostein Gaarder
- O livro que me fez rir: Marley & eu, de John Grogan
- O livro que me fez chorar: Marley & eu, de John Grogan
- O melhor livro de fantasia: A filha da floresta, de Juliet Marillier
- O livro que me decepcionou: A menina que roubava livros, de Markus Zusak
- O(a) personagem do ano: Edward, da saga Crepúsculo
- O(a) autor(a) revelação: Becca Fitzpatrick, autora de Sussurro
- O melhor livro nacional: Olhai os lírios do campo, de Érico Veríssimo
- O melhor livro que li em 2010: Trilogia Milennium, de Stieg Larson (Os homens que não amavam as mulheres, A menina que brincava com fogo e A rainha dos castelo de ar)