quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Lista ilustrada das pequenas coisas que me fazem feliz #2

Comer bem


Comer sempre foi uma fraqueza minha... Eu sempre fui "boa de garfo". Não é à toa que acabei engordando horrores e tendo que fazer cirurgia de redução de estômago. Agora, passada a fase de restrições alimentares e depois de jogar fora 37 quilos, eu continuo gostando de comer bem. A diferença agora está na quantidade do que eu como, mas mexer na qualidade, jamais. Eu continuo sendo "boa de garfo", no que diz respeito à qualidade dos alimentos. É claro que manero, evito excessos durante a semana. Mas não há nada melhor do que se entregar ao pecado da gula...

O prato da foto, por exemplo, é um camarão com shiitake maravilhoso que comi em um restaurante na praia de Pipa. Só consegui comer a metade do prato, mas apreciei cada garfada... Muito bom!!!!

Livros - Sussurro


Nora Gray é uma garota normal, que leva uma vida normal. Até que, um belo dia, graças ao seu professor de biologia, ela tem que mudar de parceiro de laboratório, e passa a sentar ao lado de Patch. A partir de então, sua vida muda... Nora logo se sente atraída por Patch, mas há algo de misterioso no garoto que a incomoda. Além do mais, ele parece estar em todos os lugares em que Nora está e ela fica sem saber se pode ou não confiar no rapaz, tendo em vista os aconecimentos estranhos que a cercam...

As histórias de amores impossíveis cresceram bastante e ganharam notoriedade no mundo literário e uns tempos para cá. Tudo começou, ou pelo menos ganhou mais força, com a saga Crepúsculo, com a história do amor entre o vampiro Edward e a mortal Bella. Desde então, vários livros com amores impossíveis surgiram, com os mais variados temas. Os anjos, então, ganharam grande destaque no cenário literário, sendo a febre da vez. Vários são os livros com anjos, basta entrar em uma livraria e ver as novidades e lançamentos.

Por tal razão, eu meio que vinha fugindo desses livros, da mesma forma como durante muito tempo evitei ler a saga do vampiro bonzinho que não bebe sangue. Mas acabei me rendendo ao final... Assim como acabei me rendendo também a Nora e Patch. E gostei bastante da leitura, que é bem dinâmica e prende o leitor.

Não há como não surgir comparações com Crepúsculo, principalmente no início do livro. É tudo muito parecido: uma garota normal que frequenta a escola, um cara misterioso, que esconde um grande segredo... Mas nesse aspecto, Sussurro é um tanto mais sombrio do que Crepusculo, e muito mais envolvente.

Outra coisa interessante é que durante a maior parte do livro, Patch não é nem mocinho nem bandido. Aliás, mesmo ao final da história, a personalidade do rapaz e as suas intensões podem ser questionadas. Ele não é um mocinho perfeito. É cheio de defeitos, cheio de falhas, o que o torna mais "humano"... E aqui está uma grande diferença com relação a Crepúsculo.

Gostei bastante do fato de o clima de mistério e suspense ter sido mantido ao longo de quase todo o livro, só não gostei muito do fato de a autora ter despejado as informações e ter revelado o desfecho da obra de uma só vez, em poucas páginas. Poderia ter sido um pouco mais lento, com pequenas informações de cada vez, aumentando o prazer da leitura.

Mas, mesmo assim, Patch e Nora me cativaram e me conquistaram. Pelo que andei lendo, existem pelo menos mais dois outros livros protagonizados pelo casal, que certamente serão por mim lidos...

Aprovado!!!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Livros - Coração ferido


Eu não conhecia o trabalho da escritora Chelsea Cain. Quem me indicou a leitura desse livro foi a Luma e tenho que dizer que fiquei bastante feliz com a indicação e com a leitura. Como vocês já devem saber, eu tenho uma quedinha por livros de serial killers e, portanto, não tinha como não gostar desse.

A leitura é bastante intensa. Uma coisa que chamou a minha atenção foi a forma bastante crua como a autora descreve corpos, cenas de crime e de tortura. Gostei muito. Foge um pouco do convencional. Ela não se vale de eufemismos. Apenas narra os fatos da forma como eles ocorreram.

Mas, para quem não conhece o enredo, eis a sinopse, um tanto extensa, retirada do Skoob:

"O detetive Archie Sheridan passou dez anos perseguindo Gretchen Lowell, uma estonteante serial killer, mas foi ela quem o capturou. Dois anos atrás, Gretchen aprisionou-o e torturou-o por dez dias, mas, em vez de matá-lo, ela surpreendentemente o deixou partir, entregando-se à polícia.

Agora ela está na cadeia pelo resto da vida enquanto Archie se vê em outro tipo de prisão – viciado em analgésicos, incapaz de voltar à sua antiga vida e sem forças para apagar aqueles dez dias horrendos de sua lembrança. Sua mulher, de quem se afastou, diz que o velho Archie não existe mais, e ele concorda. As visitas a Gretchen são semanais, com a justificativa de que só ele pode fazê-la confessar onde estão os corpos das vítimas. Mas Archie sabe qual o real motivo – ele simplesmente não consegue ficar longe dela.

Quando outro criminoso começa a seqüestrar meninas em Portland, Archie tem que se recompor para liderar uma nova força-tarefa que investigará os assassinatos. Uma repórter jovem e determinada, Susan Ward, acompanha o trabalho do grupo, o que desencadeia um jogo mortal entre Archie, Susan, o novo serial killer e até Gretchen. Eles têm um maníaco para capturar, e talvez isso liberte Archie de Gretchen de uma vez por todas."

Apesar de ter gostado muito do livro e de já estar com os dois próximos volumes da trilogia (é, mais uma trilogia... virou moda mesmo) na minha estante esperando para serem lidos, não posso deixar de comentar uma coisa que me incomodou um pouco ao longo da leitura: achei a personagem de Gretchen um tanto "normal". Esperava que ela fosse mais malvada, mais manipuladora, cheia de jogos mentais. Quando li a sinopse pela primeira vez, imaginei-a como sendo uma versão feminina de Jigsaw. Essas características aparecem na personagem mas, a meu ver, de uma forma um tanto amena.

Mas, como eu disse, li apenas o primeiro volume, e pode ser que Gretchen revele mais o seu "lado negro" nos próximos volumes, que serão brevemente lidos e comentados. Mas, é um ótimo thriller e eu definitivamente recomendo.

Falando de... Sonhos



Bem, o tema de hoje são sonhos. Mas não me refiro àquelas deliciosas bombinhas recheadas geralmente com doce de leite e vendidas em padarias. Não.. não esses os sonhos sobre os quais quero falar hoje. Também não me refiro aos desejos, anseios, às metas que traçamos para as nossas vidas, os passos que planejamos para nós, as nossas conquistas, vitórias. Esses sonhos são muito importantes, mas terão que ficar para um outro dia. Porque hoje, quero falar sobre os sonhos que nos acompanham enquanto dormimos. Aquelas sequências de imagens, que às vezes se parecem com um filme, outras com algumas situações por nós vividas, mas que, de um jeito ou de outro, povoam a nossa mente enquanto dormimos.

E também não quero falar sobre os sonhos de uma forma geral. Não quero aqui tentar entender o que são ou questionar por que sonhamos. Não quero saber se os sonhos podem revelar fatos que ainda irão acontecer ou que nós gostaríamos que acontecessem. Não quero contar um sonho específico a vocês, onde um príncipe encantado aparecia na minha na minha vida, na sua Ferrari vermelha (essa história de cavalo branco já está muito ultrapassada...). Não, não é nada disso...

Quero apenas comentar sobre o que tem acontecido comigo nos últimos dias. Eu nunca fui muito de me lembrar dos meus sonhos. Às vezes tenho pequenos flashes, mas nunca consigo me lembrar vividamente de um sonho depois que acordo. Só que nos últimos dias meu sono tem sido povoado por imagens inquietantes, tumultuadas, pesadas... Não sei nem explicar direito. Acordo no meio da noite, sem saber direito o que está acontecendo. Meu sono não está mais tão tranquilo como costumava ser...

Talvez seja porque estou meio doente esses dias, peguei uma dessas viroses de verão. Talvez seja porque eu esteja mais preocupada com algumas coisas do que o normal. Fatores da minha vida, relacionados ao trabalho, esão me deixando tensa, nervosa, angustiada. Ou talvez seja por alguma outra razão totalmente desconhecida, não sei ao certo. Personagens de livros, filmes e seriados vem me visitar à noite e dividem a cena com pessoas da minha realidade. Sonho com situações completamente inusitadas. Acordo e tenho a sensação de que continuo dormindo... Sei lá, estou achando tudo isso muito estranho, que decidi externar aqui no blog.

Ah, e tem também outra razão para eu ter decidido escrever sobre isso aqui. Acreditem ou não, o primeiro parágrafo desse texto foi escrito enquanto eu dormia, ou pelo menos enquanto eu achava que dormia (como eu disse, às vezes não sei se estou sonhando ou se estou acordada... deve ser a febre). Mas o que me deixou mais estarrecida, foi que eu consegui me lembrar exatamente de todas as palavras...

sábado, 8 de janeiro de 2011

Livros - Todo mundo que vale a pena conhecer


Sabe aquelas situações onde um autor faz um tremendo sucesso com uma obra e repete a receita para ver se funciona novamente, só que não funciona? Na minha opinião, foi exatamente isso o que aconteceu com Todo mundo que vale a pena conhecer, de Lauren Weisberger, também autora do delicioso O diabo veste Prada.

Como eu disse, a fórmula para o seu segundo romance foi basicamente a mesma: uma moça simples que vai parar, meio que por acaso, em um mundo totalmente diferente do seu, cheio de glamour, festas e badalações. Só que nesse segundo livro o mundo não é o das revistas de modas, mas sim de RP, com as festas mais cobiçadas de Nova York.

Só que o segundo livro não funcionou tão bem quanto o primeiro, a meu ver. Em primeiro lugar, porque, se era para manter a mesma receita, que ela mantivesse todos os ingredientes, mas ela deixou de fora a megera, a vilã que atormenta a vida da mocinha... só ai o livro já perdeu muito, porque Miranda é a grande personagem do romance de estréia da autora.

Faltou também criatividade, pois o livro acaba sendo um tributo à futilidade, em todas as suas formas e manifestações possíveis. Além do mais, a personagem central é fraquinha, e falta a ela o carisma e o brilho da mocinha do primeiro livro.

Uma leitura apenas mediana, que chega a ser entediante em alguns momentos...

Foto da semana



Mais um por do sol para vocês. Essa foto foi feita agora, no dia 31 de dezembro, em Alphaville, São Paulo, onde passei a virada do ano. O que me impressionou foi que quando tirei a foto já eram mais de oito horas da noite. Para quem mora no sul e sudeste isso pode ser normal, principalmente nessa época do ano, mas eu moro em Natal, Rio Grande do Norte, e aqui escurece seis horas da tarde...

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Livros - A filha da floresta


Li esse livro por indicação da queridíssima Luma, que me indicou toda a trilogia, se declarando apaixonada pela autora. Não sabia muito bem o que esperar da obra, pois pedi a ela apenas indicações de títulos, sem entrar muito em detalhe do conteúdo de cada um. Como um todo, gostei bastante da leitura, porém tenho algumas ponderações a fazer...

A primeira delas é que se trata de uma leitura muito longa, extensa. Não apenas pelas 576 páginas do livro mas, principalmente, pelo desenrolar da história, que se dá de forma bastante lenta. É até difícil explicar, mas deixa eu ver se eu consigo... a história em alguns momentos chega até a ser chata, mas ao mesmo tempo é interessantíssima. Confuso? Pois é, eu também fiquei.

Havia momentos em que eu simplesmente queria deixar o livro de lado, mas eu não conseguia, porque ao passo que a narrativa da autora não me prendia muito, a história em si me fascinava, e eu realmente queria saber o que iria acontecer... Conseguiria Sorcha salvar os seus irmãos? O que aconteceria com ela e Red? Eu precisava saber essas respostas... E assim consegui ir até o desfecho da obra e responder a todas as minhas perguntas, considerando, ao final, uma leitura muito boa. 

Também achei o início da obra, além de lento, um tanto confuso. Para mim, o livro não explicava a razão de sua existência, não explicava "a que veio" e eu ficava sem entender e pensava, "tem que acontecer alguma coisa!!". Finalmente, aconteceu e, como eu disse, fiquei desesperada para saber o que viria a seguir...

O mundo criado pela autora é fascinante... Magia, mistério, criaturas encantadas e druidas transportam o leitor para uma outra realidade. A minha principal reserva com relação à obra, como eu disse, é que ela poderia facilmente ter 150 páginas a menos e continuar sendo muito boa, senão ainda melhor...

O livro é o primeiro capítulo de uma trilogia. O segundo, O filho das sombras, será lido ainda nesse mês de janeiro...